I - O Vitória tem futuro!
Tem vitalidade nas bancadas, atento os jovens, as meninas, os meninos que enchem as bancadas onde actua, mas tê-lo-á, também, pela qualidade que os seus praticantes profissionais mais jovens vão patenteado... parecendo indicarem que estamos perante atletas a baterem à porta da equipa A.
II - Hoje, jogava-se um sempre apetecível derby de equipas B. Pela frente, uma equipa à qual sabe sempre ganhar, à qual importa demonstrar superioridade futebolística, num duelo centenário e cheio de histórias...umas mais felizes, outras nem tanto.
III - A actuar com o seu modelo habitual, ainda que depauperado pela ausência de Rika Rocha, convocado para a equipa A, como o próprio treinador Gil Lameiras assumiu no final do jogo. Apesar das boas ideias de jogo, o Vitória demorou algum tempo mais do que o adversário a entrar em jogo... terá sentido em demasia a importância do mesmo e o click fez-se ligeiramente ao retardador.
IV - Mas depois dele suceder, os jovens Conquistadores assumiram as rédeas do jogo, dominando o meio campo, procurando através do seu jogo bem pensado e ligado, empurrarem o oponente para o seu último reduto. A confirmação de uma equipa que, desde o ano transacto, vem em crescimento contínuo, e, a título individual, alguns jogadores como André Oliveira, Balieiro ou Gui Paula a parecerem gritar "estamos aqui e queremos merecer uma oportunidade.
V - Aqui merecerá destaque individual, um jovem médio de nome Hugo Nunes. Proveniente de um longa lesão que fez com que o último desafio disputado fosse no longínquo mês de Fevereiro, frente ao Paredes, foi o verdadeiro motor do meio campo vitoriano. O jogador contratado ao Primeiro de Dezembro jogou, fez jogar, saiu, de forma merecida, com o prémio de Homem do Jogo...e deixou água na boca para o que aí vem.
VI - Deste modo, apesar da primeira grande oportunidade da contenda ter pertencido ao adversário, a partir daí só deu Vitória, como dissemos. Os lances de maior emoção surgiram no último reduto contrário, sentiu-se, por mais do que uma vez, que o golo poderia surgir e, de todas as formas, o Vitória procurou-o... sem sucesso, contudo.
VII - E, assim se chegou ao intervalo, com a clara noção que a partida estava ao alcance dos jovens Conquistadores.
Apesar disso, a verdade é que a etapa complementar seria diferente da inicial. Poder-se-á dizer que os dois conjuntos encaixaram-se, equivalendo-se. Inexistiram praticamente grandes oportunidades de golo, ainda que as mais emocionantes fossem dos laboriosos atletas vitorianos que dominaram completamente este período do desafio.
VIII - Deste modo, o empate a zero foi o resultado final, ainda que o comprometimento, a vontade de vencer e a atitude da equipa de Gil Lameiras deixe esperanças fundadas para um futuro feliz e a certeza que a equipa A continuará a ter a sua fonte de fornecimento predilecta no seu conjunto secundário... e isso será importantíssimo para o futuro.
IX - Segue-se o desafio em Paredes, local de boas memórias, pois foi onde a equipa vitoriana, em Maio passado, carimbou a subida à Liga 3. Apesar das dificuldades da partida, que, no final da mesma, o sentimento possa ser similar ao experimentado naquela tarde. O de felicidade pelo triunfo aliado a que haverá estrada para andar e os jovens vitorianos pretendem percorrê-la de modo irrepreensível!
X - VIVA O VITÓRIA...SEMPRE!
