No início era a esperança.
A verdade é que o plantel fora remodelado, mas tal fora feito com uma plêiade de jogadores de créditos firmados por esse mundo fora.
Mas, decerto até terá sido por isso.. um conjunto de bons jogadores, de qualidades individuais indiscutíveis, mas que, salvo raras excepções, nunca foram capazes de forma um conjunto.
Além disso, a saída de inúmeras referências... homens como Palatsi, Djurdjevic, Romeu (para a história ficarão as lágrimas vertidas após marcar um golo pelo Belenenses no D. Afonso Henriques) depauperaram o balneário de referências, de homens cujo, apenas, o olhar indicasse o caminho aos colegas... mas, que, apenas, com ele, recriminassem ou amparassem os jovens colegas,
Depois disso, a aposta sebastiânica em Jaime Pacheco. Uma aposta que se revelou infeliz, comprovando que o "que foi não torna a ser". Depois de ter deixado saudades, fora a inesquecível eliminatória europeia frente ao Wisla, seria incapaz de repetir o que construíra na sua primeira passagem por Guimarães. Mas, pior do que isso, a escolha de Vítor Pontes para o substituir. Um treinador da moda, que alguns defendiam que fosse o mais fiel discípulo de José Mourinho (na altura, o Special One), mas que demonstrou que não é qualquer treinador que serve para os Conquistadores. Pontes nunca teve unhas para a guitarra, demonstrou pouca argúcia táctica e, mais do que isso, incapaz de levantar psicologicamente um conjunto, que com poucas referências no balneário, não teve um treinador de pulso, com capacidade de liderança...
Acresce, ainda, a pré-época realizada em competição, após o mercado de Janeiro. Na verdade, ao invés do conjunto começar a estabilizar, foram contratados seis jogadores (Vítor Moreno, Paíto, Otacílio, Wesley, Gallardo e Antchouet). sendo que o espanhol, apenas, durou em Guimarães durante três semanas.
Por fim o azar... o golo sofrido no último minuto, um verdadeiro drama vivido em Paços de Ferreira e em Barcelos... ou, em Setúbal, naquela infeliz meia final da Taça de Portugal que poderia ter impedido a equipa de se afundar psicologicamente até ao desenlace final naquela tarde de Maio frente ao Estrela da Amadora, onde em lágrimas, todos prometemos que "Aconteça o que acontecer, sou do Vitória até morrer!"
Tinha de ser assim?
Não, não tinha... mas, ao menos, que aquela malograda época de 2005/06, sirva de exemplo para jamais se repetir!
