Pela segunda vez durante a sua liderança, Pimenta Machado fora confrontado com um pretendente à sua liderança.
Na verdade, naquele início do ano de 1988, Eduardo Fernandes tentara suceder ao homem que já liderava o clube ia para oito anos e que, atendendo aos resultados eleitorais, já que vencera com 70% dos votos, estava de pedra e cal na liderança dos Conquistadores.
Entusiasmado pelo resultado obtido, ainda que aquele exercício desportivo estivesse aquém do que fora realizado na temporada anterior, não estaria com meias medidas, como é relatado no Jornal do Vitória de 29 de Fevereiro de 1988, ao bradar que "O Vitória é o maior clube da província.", atento que "é extraordinário que em cerca de 8.500 potenciais eleitores tenham votado cerca de 6 mil." Por isso, ufanava-se que "é ímpar o que aconteceu no Vitória. Jamais um clube português registou tamanha participação em actos deste género. Que sobre isto meditem aqueles que nada querem com o Vitória."
Um sinal de vitalidade e de grandeza do clube, que "...dá alento e em vez de cruzar os braços vamos trabalhar em ordem ao reforço da equipa profissional de futebol e à conclusão das infra-estrutruras."
Porém, com o entusiasmo no auge, iria mais além. Depois de prometer que "vamos pacificar as gentes de Guimarães para todos juntos lutarmos contra os inimigos do Vitória", denunciaria de imediato um. Era o jornal desportivo A Bola, levando-o a que "nesse instante, o Presidente do Vitória rasgou em público um exemplar daquele jornal..." que seria conducente a um corte de relações que iria prolongar-se por algum tempo e cujo reaproximação será alvo de outra história...
