Aquela época prometia muito...
Desde logo, por dois saborosos regressos. O de Marinho Peres, ao comando técnico do Vitória, cinco anos depois do inesquecível terceiro lugar que conquistara com jogadores como Paulinho Cascavel e Ademir, e as competições europeias quatro anos depois... por isso, era natural que os vitorianos olhassem para aquele exercício com muita expectativa e esperança.
Porém, apesar de contratações como Dane e Tanta e até ter começado a vencer, o Vitória, a ostentar um bonito equipamento da Hummel, seria uma sombra do ano anterior. Tanto que Marinho Peres seria despedido no final da primeira volta, depois de ter triunfado em apenas seis partidas...ainda que tivesse feito os vitorianos reviver as grandes histórias europeias com aquele triunfo frente à Real Sociedad. Mas, para além da perda de elán do técnico brasileiro, teve-se de acrescentar "a tropa de Pedro" que ainda não era Barbosa, a grave lesão de Dane frente ao FC Porto, a seca de golos por longo período do avançado Ziad e uma série de arbitragens prejudiciais num conjunto de factores que complicaram a missão vitoriana.
Seria, pois, com Bernardino Pedroto, que era adjunto do lendário brasileiro, e que assumiu a liderança dos Conquistadores que a calma regressaria e o Vitória rumaria a águas tranquilas... pouco, ainda assim, para uma equipa com Jesus (internacional A português), Ziad e Taoufik (internacional tunisinos) N' Dinga (internacional zairense), Pedro Barbosa e Paulo Bento (futuros internacionais A portugueses) e com nomes como Tanta, Dane e mais alguns.
Porém, a temporada acabaria com outro travo amargo. Numa altura em que as meias finais da Taça de Portugal eram disputadas a uma mão, depois de uma grande tarde do reforço de Inverno Alexandro na Amadora nos quartos de final, seguiu-se o desafio com o Benfica. Com Ziad de regresso aos golos, até dez minutos do final, o regresso ao Jamor pareceu ser um sonho possível de concretizar. Porém, tudo desabaria abruptamente e o Vitória teria de esperar mais 18 anos para calcar a relva do estádio Nacional.
O futebol será sempre imprevisível e por isso gostamos tanto dele, ainda que por vezes nos deixe tristes e magoados...
