Um momento que encheu de júbilo todos os vitorianos...
Fora o menino bonito de todos eles durante a temporada de 1974/75, altura em que, proveniente do América do Rio de Janeiro, se comprometeu com o Vitória.
Depois de uma temporada de excepção em que se tornou o segundo melhor marcador do campeonato atrás de Yazalde, partiu rumo a Espanha, para jogar no Espanyol de Barcelona e garantir ao Vitória uma boa quantia financeira.
Porém, nem Jeremias nem os vitorianos lidaram bem com a separação. O jogador brasileiro quando podia regressava a Guimarães e os adeptos mostravam-se órfãos de um goleador que os fez sonhar... com tudo!
Até que em Maio de 1978, chegou a notícia que todos desejavam e que o jornal do Vitória anunciava como "o regresso de Jeremias é uma realidade..."
O avançado brasileiro comprometer-se-ia por duas temporadas aos Conquistadores, "na presença dos Dirigentes do Vitória, Arsénio Cação e Adérito Borges", gerando o desejo de "a presença de Jeremias no ataque do Vitória, será, certamente, a promessa de um Vitória maior!"
Apesar disso, as esperanças depositadas em que o poderoso avançado brasileiro reeditasse o que houvera feito na sua primeira passagem por Guimarães não se confirmariam. Apesar de ter apontado 15 golos em 27 partidas disputadas, como escrevia o jornal do Vitória de Maio de 1979, "Jeremias acaba de rescindir o contrato que o ligava para a próxima época.", só cumprindo assim uma temporada de Rei ao peito.
Esclarecia-se, depois, que "o jogador brasileiro que não pode dizer-se que tenha sido muito feliz, neste seu regresso ao clube, manifestou desejo de não continuar ao serviço do Vitória", algo que a Direcção aceitou por unanimidade, rescindindo o seu vínculo contratual.
Apesar de ter abandonado o Vitória, Jeremias continuaria com o clube e a cidade no coração... até aos dias de hoje!
