COMO UM GESTO DE CAVALHEIRISMO PROVENIENTE DE VIZELA MERECEU O APLAUSO DE TODOS OS VITORIANOS...

Estávamos em plena temporada de 1975/76.

A Amorosa houvera sido demolida, deixando de constar do património vitoriano. Ainda que o estádio Municipal existisse há mais de dez anos, a verdade é que o velhinho recinto era, ainda, utilizado, para as equipas da formação treinarem e aí realizarem os seus jogos.

Assim, a partir daquele momento, as equipas jovens do Vitória viram-se na contingência de andarem com a casa às costas, jogando onde se conseguisse arranjar campo e a treinarem no parque do estádio, à luz dos holofotes públicos, numa precariedade inexplicável para um emblemas com os pergaminhos dos Conquistadores.

Porém, de onde pouco se esperava chegaria um convite que merecerá reconhecimento. Desde logo, por vir de Vizela, que, na altura, sendo concelho de Guimarães, de há muito manifestava intenções de se autonomizar, tornando-se concelho. Mas, também, por de há muito, e fruto da intenção supra-referida, existirem episódios de conflitos e manifestações, o que dificultava o relacionamento entre as partes.

Por isso, quando aquela carta, proveniente do FC Vizela, foi recebida na sede vitoriana, e dada a conhecer no jornal do clube de Outubro de 1976, foi merecedora de todos os aplausos. Assim, os factos mencionados "originou a sua discussão por parte dos Directores do n/clube."

Desta discussão "decidiram, por unanimidade, pôr à disposição de V. Ex.as dentro do possível, o n/campo de jogos." Para o Vitória poder usar as instalações do emblema termal, seria suficiente combinar com as equipas do clube vizelense.

Tal gesto, pleno de cavalheirismo, era reconhecido pelos responsáveis vitorianos que assumiam que "apraz registar aqui o gesto de verdadeira solidariedade do Futebol Clube de Vizela para com o Vitória, num momento de dificuldade para o futebol juvenil."

A merecer aplausos...

Postagem Anterior Próxima Postagem