COMO O VITÓRIA EM 1979 TOMAVA UMA SURPREENDENTE ATITUDE (PARA OS DIAS DE HOJE), ASSUMINDO UMA LUTA QUE ACTUALMENTE NÃO FARIA SENTIDO...

Hoje, a televisão é essencial à subsistência dos clubes.

Bastará ver o quão importante para o Vitória foi em 2021 o adiantamento por parte do fundo Apolo das receitas televisivas até final deste ano de 2025 e a confirmação da extrema necessidade destas quantias, muito recentemente. Ou então, como Júlio Mendes, na altura das eleições de 2018 contra Júlio Vieira de Castro, fez bandeira de um contrato televisivo com um valor de três dígitos, para depois saber-se que o mesmo andaria na ordem dos 7 milhões de euros anuais, perfazendo um total global de 70 milhões de euros.

Porém, nem sempre foi assim e as transmissões das partidas de futebol, inicialmente. foram olhadas com desdém pelos clubes, com o Vitória incluído, que temiam que as transmissões televisivas levassem a que os estádios ficassem vazios, ficando os clubes depauperados das receitas de bilheteira, que eram as mais importantes antes do eclodir do fenómeno televisivo.

Assim, quase em nota de rodapé, atendendo à ainda reduzida importância dos meios audiovisuais no desporto-rei, no jornal do Vitória de Maio de 1979, anunciava-se com o claro título de "O Vitória diz não às transmissões televisivas dos jogos de futebol."

Porém, além dessa manifestação, que à luz dos nossos dias seria deveras surpreendente, realce para a postura activa na defesa desses interesses. Assim, "a direcção do Vitória (...) nesse sentido expressou em telegrama enviado à Federação Portuguesa de Futebol a sua opinião em vésperas da reunião havida para esse fim."

Outros tempos...outros pensamentos... mas, acima de tudo, outras fontes de receita!

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