COMO TEMOS DE AGRADECER A TOMÁS HANDEL, UM CONQUISTADOR DESDE SEMPRE, AINDA QUE LEMBREMOS O QUÃO INUSITADA FOI ESTA OPÇÃO...

" - Vai custar-nos muito o dia em que o Händel tiver de sair. Sabemos que é inevitável, pela qualidade dele. É normal. O Tomás é alguém que passa para o balneário tudo o que é ser Vitória. Não é só o Tomás, porque temos, hoje em dia, um conjunto de jogadores que já estão há alguns anos no Vitória, que já passam a mística. Há muitos mais dentro do balneário que a passam. Agora, o Tomás, como é óbvio, neste momento, é a nossa bandeira, porque vem desde os Afonsinhos."

António Miguel Cardoso falava assim a 24 de Setembro de 2024, no Thinking Football.

O adeus será sempre difícil...

Principalmente, para aqueles que são da casa, cresceram nela e fizeram do Vitória a sua segunda pele. Foi assim, que Tomás, o menino com sobrenome que não era português, viveu a sua relação com os Conquistadores. Desde os 9 anos, a sentir a mesma camisola, a tentar tornar o sonho de chegar lá cima em realidade, tal como o próprio líder máximo vitoriano confessou nas palavras que citamos.

Consegui-lo-ia, graças ao seu pé esquerdo mais dotado que os demais, mas, também, pelo seu sentimento que o fazia perceber o que era o Vitória, o que era sentir o Vitória e como um Conquistador deveria manifestar-se.

Porém, por muitas razões, já não há histórias eternas... e o amor eterno, se é que ainda existe, pode ser vivido à distância. Será assim que a sua história com o Vitória continuará, depois de hoje ter sido anunciada a sua partida para o Estrela Vermelha de Belgrado.

Porém, mesmo assim, ficará um profundo amargo na boca. Pelos emblemas de nomeada supostamente interessados nele, desde Janeiro passado, onde terá estado com um pé no colosso AC Milan, a quem o clube do Rei terá pedido em muitos milhões...em consonância com os 13 milhões que a plataforma Transfermarkt avaliava o seu passe. Pelo único clube a entender o seu futebol, feito de inteligência mais do que força, de colocação do que agressão, de geometria em vez de pressão ter sido de uma liga periférica como a sérvia, cujos clubes já conheceram melhores dias.

Por isso, apesar de falarmos do Estrela Vermelha, um clube que, inclusivamente, foi campeão europeu em 1991, teremos de falar de um valor que não ilustra o talento do jogador. Os propalados três milhões de euros não traduzirão as capacidades do jogador, ou será que em nove meses sofreu uma brutal desvalorização de 400%?

A Tomás, na certeza que haverá sempre de ser vitoriano, o pensamento que teria merecido uma despedida melhor do que a que teve em Moreira de Cónegos.... mas, uma vez Conquistador, para sempre Conquistador!

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