COMO O EMPATE SABE A POUCO, COM UM VITÓRIA CHEIO DE ATITUDE E ALGUNS LAMPEJOS QUE DEIXAM ESPERANÇA PARA O FUTURO...

I - Podia ter sido melhor para as cores vitorianas o sempre escaldante derby. Perante um adversário dubitativo, até pelo investimento brutal realizado e com resultados muito aquém do esperado, os Conquistadores em nada foram inferiores a este, tendo tido uma clara oportunidade de o ultrapassar na tabela classificativa.

II - Com a mesma base que vencera na Amadora, substituindo, apenas, Gonçalo Nogueira por Matija Mitrovic, o Vitória até pareceu entrar de forma mais afirmativa no jogo. Teve mesmo a primeira grande oportunidade com um remate que beijou a malha mas da parte de fora de Hornicek. Esperava-se que fosse o prelúdio de mais um triunfo no mais belo jogo do país, testemunhado por mais de 25000 adeptos.

III - Porém, estrategicamente, ou não, o Vitória foi recuando no terreno. Verdade que o oponente, fruto do seu jogo curto e pausado, foi subindo no campo, empurrando os Conquistadores para o seu último reduto. Mas, alguma falta de agressividade nas zonas de pressão e até alguma passividade, permitiu que os bracarenses assumissem o controlo do jogo, com o Vitória a sentir algumas dificuldades na recuperação da bola e consequente construção.

IV - Por isso, haveria de chegar o momento que gelou o D. Afonso Henriques. Não que o adversário já tivesse tido muitas oportunidades para marcar, mas o desnecessário recuar vitoriano tinha permitido que o jogo se desenrolasse muito perto da sua área. Pensou-se que a jovem equipa vitoriano fosse abalar, mas....

V - Até aí algo escondido, logo de seguido, apareceu em jogo o sérvio Mitrovic, que hoje estreou-se a titular. Com um remate pleno de força e de colocação, levantou oD. Afonso Henriques com um golo capaz de figurar na lista dos mais belos do derby nos últimos anos. O Vitória respondia com rapidez ao soco que sofrera e ganhava confiança para o remanescente da primeira metade.

VI - E, mais poderia ter ganho, se após uma grande penalidade cometida sobre Miguel Nogueira, que só o VAR descortinou, Nélson Oliveira tivesse tido êxito na concretização desse castigo. Poderia ter marcado melhor, mas a verdade é que o guardião do rival teve mérito na sua defesa... e, assim, chegava-se ao intervalo com a partida empatada a um.

VII - Na segunda metade viveu-se a essência do derby minhoto... sem balizas. Houve vontade, crer, manifestação de intenções, mas sem grandes lances de perigo. O Vitória, mais subido no terreno, com Beni a mandar no meio campo e a viver da capacidade de passe de Mitrovic foi capaz de cercear completamente os intentos contrários.

VIII - Porém, à excepção oportunidade de Samu, que hoje regressou à competição, pouco foi capaz de criar. Ganhou, contudo, motivos de preocupação para o futuro, com as lesões de Gustavo e de João Mendes que, caso sejam graves, ainda tornarão uma manta curta, ainda mais reduzida...obrigando Luís Pinto a ir ao baú para descobrir novas soluções.

IX - A partida terminaria assim. Sem vencedor e com os vitorianos a lamentarem o desperdício daquele castigo máximo perdido. Mas, apesar do futebol pouco perfumado, ressaltou a solidariedade, a alma e vontade de todos os jogadores vitorianos apoiados pelo fervor de umas bancadas que nunca deixaram os seus cair. E, agora, segue-se Alverca para continuar a somar pontos e fazer a equipa dar passos em frente...

X - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

Postagem Anterior Próxima Postagem