COMO NO HENRIQUE, TODOS NOS REVIMOS E TODOS NOS ORGULHAMOS...

Ontem, no programa da manhã da SIC, que versava sobre jovens talentos, um menino a todos nos embeveceu.

O Henrique, com 9 anitos, foi uma surpreendente bandeira vitoriana quando ninguém esperava.

Com efeito, o menino conseguiu demonstrar o quão bonito pode ser o amor puro, só por amar... independentemente de triunfos ou de êxitos. Nem sequer era nascido quando o Vitória ganhou a Taça de Portugal ou ficou em terceiro lugar pela última vez. Fez-nos lembrar o velho adágio vitoriano "que somos do Vitória e não das vitórias", num futebol cada vez mais tricéfalo e só com espaço para três.

Fosse nos relatos, que disse tanto gostar de fazer, em que relatava feitos imaginários dos ídolos vitorianos e em que o Vitória, como não podia deixar de ser, ganhava sempre, fosse em todas as palavras expressadas (e com que fluência falava) em que se percebia o sentimento que em todos transborda.

Mais do que isso, a confissão que, desde menino, vai ao estádio pela mão do pai, reforçou uma realidade que a todos orgulha. Mais do que um clube, é um estado permanente de alma que se transmite hereditariamente... um sentimento que garantirá a sobrevivência do Vitória por muitos anos, pois, nós só faremos o que nos fizeram a nós.

Por isso, a atitude do Vitória em recompensar o menino como convidado de honra num jogo em que conhecerá os seus ídolos é mais do que um prémio...é o reconhecimento do clube que o seu maior património é quem enche as suas bancadas e que naquele menino estarão todos os que em 103 anos de história sempre estiveram de mãos dadas com os Conquistadores!

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