Aquele ano de 1985/86 foi memorável...
Sob o comando de António Morais, a equipa onde a voracidade goleadora de Paulinho Cascavel deixou marcas, foi capaz de vencer os três mais titulados do futebol português em sua casa. Mais do que isso, foi capaz de, durante muito tempo, sonhar com um inédito título, que a arbitragem de José Guedes na Luz seria capaz de desenganar.
Porém, na última jornada dessa caminhada, em Portimão, o empate a um, graças ao último golo que Gregório Freixo aponto no último dos 190 desafios que disputou de Rei ao peito, serviu para se conseguir algo de muito especial, como reconhecia o jornal do Vitória de 12 de Maio de 1986, ao escrever que "para já ficam na retina, o 4º lugar que dá mais uma vez acesso às provas europeias e o recorde de pontos (40) obtidos."
Um feito marcante, que graças à igualdade obtida, "... cimentou a distância de 4 pontos sobre o quinto classificado - Boavista - e que permitiu para aumentar o record de pontos obtidos pelos VSC no tempo do malogrado José Pedroto que, como se sabe, foi de 38 pontos."
Para a história merecerá ser citada essa equipa que, refira-se, não é a embeleza estas linhas, pois este memorável instantâneo foi retirado no dia do desafio perante o Sporting, brilhantemente, vencido por quatro bolas a três. Assim, nesse dia 20 de Abril de 1986, os Conquistadores alinharam com Jesus; Costeado, Tozé, Miguel, Gregório Freixo; Nascimento, Adão, Bobó; Costa, Gilberto e Paulinho Cascavel, entrando deste modo na história...
