Depois da glória de 2012/13, o Vitória precisava de se reformular. Com efeito as vendas de Soudani, Ricardo e de Tiago Rodrigues (ainda que este viesse a regressar ao Vitória) e a partida livre de custos de El Adoua, levava a que a equipa vitoriana tivesse de ser reconstruída.
Entre os vários nomes que chegaram à equipa, um deles chamava a atenção pelo curriculum que apresentava. Falamos do extremo franco-congolês, Chris Malonga, proveniente do Monaco e que temporada antecedente, emprestando ao Lausanne, havia partido a louça... um craque que se pensava que pudesse assentar arraiais no emblema monegasco, ao invés de voltar a ser cedido a título de empréstimo.
Aliás, logo nos primeiros treinos, como se pode aferir pela notícia do Record de 11 de Setembro de 2013, "a magia de Malonga foi cartão de visita". Tal era reforçado pelo facto de "logo no primeiro apronto, Malonga já espalhou alguns laivos da qualidade técnica que lhe é reconhecida. Caberá a Rui Vitória, ao longo dos próximos dias, enquadrá-lo no modelo de jogo do V. Guimarães, adaptando a irreverência do congolês ao rigor que tanto lhe agrada."
Atendendo ao talento que se vislumbrava no jogador, a curiosidade passava por saber como o Vitória houvera conseguido recrutar o jogador. Para isso, nada melhor que perguntar ao presidente vitoriano, Júlio Mendes, que nas páginas do jornal O Jogo assumiu existir um protocolo com o Mónaco. Segundo este, tinha "aspectos confidenciais que temos de respeitar e dos quais não vou falar."
Apesar disso, dizia que "ao nível do topo e da gestão desportiva (...) o Flávio Meireles fala com o seu homólogo no Mónaco e, caso seja necessário, o Rui Vitória falará com o treinador do Mónaco." Mais do que isso, "há um entendimento e um acertar de agulhas relativamente a estratégia, o que depois pode resultar em soluções..."
Depois disso, finalmente, haveria de passar do geral para o particular, referindo que "Malonga está no Vitória e uma parte do passe é do Mónaco; há um interesse comum na valorização do jogador. Há várias formas de colaboração, sendo um protocolo relativamente abrangente.", pelo que "deposito grande confiança nesta parceria."
O jogador, esse, depois de começar a todo o gás, iria perder rapidamente espaço no onze, ao ponto de em 06 Fevereiro de 2014, pouco após o meio da época, já ser notícia que "desde que se lesionou, em finais de outubro, o internacional congolês foi perdendo espaço a olhos vistos. Até lá, somava oito aparições na equipa inicial, algo que só se repetiu por uma vez nos meses seguintes. E mesmo com o Lyon, só aguentou 71 minutos em campo..."
Assim, deixaria de ser tido em linha de conta por Rui Vitória, sendo devolvido à procedência no final da temporada. Quanto ao protocolo, dele mais não se ouviu falar, desconhecendo-se se teve outros passos e outros dossiers sob apreciação...
