Aquela temporada de 2006/07 parecia destinada a correr mal. Com o Vitória, quarenta e oito anos depois, a disputar os campeonatos secundários, os resultados obtidos não ajudavam a que o regresso ao escalão maior parecesse transformar-se em realidade.
Assim, a meio dessa temporada, já depois de anunciar a intenção de não se recandidatar a novo mandato, o presidente Vítor Magalhães decidiu reforçar a equipa para que o seu sucessor tivesse condições de a catapultar para os lugares de promoção.
Para a frente de ataque, como já escrevemos em texto recente, a aposta residiu em Valdir Lucas, um avançado que houvera actuado no futebol francês, no Ajaccio, mas que, nesse mesmo ano, jogara também nos brasileiros do São Caetano. Com duas inscrições na mesma temporada, ficou, por isso, impossibilitada a efectivação da sua contratação.
Teriam, pois, os Conquistadores de se virarem para outras possibilidades. E, aí, surgiria o nome de um jogador que os aficionados dos jogos de simulação futebolística tinham como uma verdadeira “bomba”, um “must have” na construção dessas equipas que se iam edificando com sapiência e estudo e que preenchiam o imaginário de muitos.
Era Anderson Costa, ligado contratualmente aos croatas do Dínamo Zagreb, que o tinha adquirido por 1,5 milhões de euros, depois de ter dado nas vistas nos cariocas do Vasco da Gama e que o levara ser internacional canarinho em todos os escalões de formação canarinhos. Depois de ter vivido temporada e meia no conjunto balcânico, onde apontou três tentos, seria cedido a título de empréstimo ao Vitória, ficando a direcção a ser eleita no sufrágio já marcado, com a possibilidade de transformar essa cedência em definitiva.
Tal, jamais haveria de suceder. Apesar de estrela nos simuladores, Anderson nunca haveria de cair nas boas graças de Manuel Cajuda, que preferiu apostar no combativo Henrique e na jovem promessa Rabiola que foram os sustentáculos ofensivos da caminhada vitoriana. A comprovar isso, o facto de Anderson, apenas, ter actuado em 3 partidas, durante 175 minutos, sem ter apontado qualquer golo.
Pouco… muito pouco para uma estrela do mundo virtual e que, por isso, no final da temporada rumaria aos gregos do Aris de Salónica. Nem sempre os mundos da ficção e da realidade se misturam…
