Ponto prévio: a experiência de Mikel Villanueva é de inestimável valia para o bom sucesso dos Conquistadores e Rivas foi importante num dado momento da temporada e poderá, a qualquer momento, voltar a sê-lo.
Mas, a verdade é que há relacionamento cujo entendimento e cumplicidade surgem ao primeiro click e que nos fazem perceber que a dupla, mesmo tendo-se conhecido naquele momento, olha-se como se já tivesse partilhado uma vida.
Salvo, a ousadia da metáfora, a verdade é que a dupla composta pelo croata Toni Borevkovic e o português Filipe Relvas tem sido uma das verdadeiras razões para o sucesso dos Conquistadores... quase como que a demonstrar que Luís Freire naquela dupla, qual alquimista, descobriu a fórmula perfeita para o eixo defensivo.
Ambos imperiais no jogo aéreo (Toni mede 1,94 metros e Filipe 1,92 metros), conseguem ter em si a complementaridade tão a gosto dos treinadores e que ajuda a formar as boas equipas. Ora, se um é destro o outro é canhoto que permite que o Vitória possa entrar em campo sem qualquer adaptação naquela zona do campo. Mas se um é agressivo e duro como qualquer balcânico de boa cepa, o outro prefere jogar mais em pezinhos de lã, procurando antever os movimentos do adversário.
A comprovar esta perfeita conjugação, o facto de, desde a estreia de Relvas no Estádio do Dragão, onde foi um dos melhores em campo, a dupla entrou em campo junta em oito partidas. O Vitória venceu sete e empatou no Dragão, tendo sofrido, apenas, três golos... já vimos casamentos com menor entendimento!
