Era a sala de vistas de Guimarães, situado no piso térreo do Teatro com o mesmo nome...o local mais emblemático para momentos que se queriam relevantes, mas vividos à mesa.
No fundo, o Restaurante Jordão foi, até ao dia do seu encerramento definitivo, local dos almoços mais importantes fossem festivos, de negócios ou decisórios em qualquer quadrante da política ao futebol.
Foi no Restaurante Jordão que se celebraram inúmeros aniversários do Vitória, onde se convenceram futuros presidentes do clube como Cardoso do Vale, onde até assembleias-gerais do clube se desenrolaram.
Porém, foi palco de encontros políticos, onde várias campanhas tiveram apogeu e como Belmiro Jordão, em entrevista ao Jornal de Guimarães a 20 de Outubro de 2021, "As primeiras conversas para a formação do PSD foram tidas no restaurante Jordão, com o doutor Sá Carneiro. Antes de haver a formação de qualquer partido, ele tinha conversas e reuniões comigo, mas principalmente com o doutor Fernando Alberto. Foi ali que se começou a criar o partido antes do 25 de Abril: era o Eurico de Melo, o Sá Carneiro, o Fernando Alberto."
Além disso, teve um papel inesquecível no desenvolvimento do folclore vimaranense, pois, "As exibições do Grupo Folclórico de São Torcato às quartas-feiras tiveram uma repercussão tal, que foi convidado para um festival internacional em Gales."
Tornou-se, por isso, indissociável da Cidade, uma das suas imagens de marca como aquele local onde se levava alguém "de fora para não correr o risco de desagradar" até ao seu encerramento definitivo. A partir daí, não mais seria possível saborear os seus icónicos acepipes frios que eram uma das imagens de marca de um local que sempre andou de mãos dadas com alguns dos momentos que marcaram a história da cidade dos Conquistadores.
Porém, jamais sairá da memória como um dos locais mais decisivos da vida vimaranense...
