COMO SÓ PEDIMOS QUE IMITEM O REI QUE LEVAM NO SÍMBOLO, NUMA HISTÓRIA CARREGADA DE MOMENTOS DE QUEM O LEVA AO PEITO VENCER QUEM O TRAZ NA BARRIGA...

É um trauma que se vive do lado de lá da fronteira.

Desde que o homem, Rei Conquistador, bateu o pé aos que habitavam do outro lado do Rio Minho, que o complexo de inferioridade, povoado por inúmeros episódios, viveu no subconsciente de "nuestros hermanos."

Aliás, viria a ficar vincado com a Batalha de Aljubarrota em que provamos aos vizinhos que mais vale a coragem do que um rei... na barriga! Por isso, a 14 de Agosto, até ao ano de 1978, festejou-se em Guimarães a festa do Pilote, destinada a eternizar o feito de um exército em número reduzido, mas muito mais inteligente e sagaz que o adversário, e que manteve a independência de um país.

Porém, o trauma ficou do lado de lá... seja nas províncias mais castelhanas, seja naquelas com maior ligação a outras paragens fruto das raízes culturais que se sedimentaram.

Bastará, hoje, analisar o jornal Marca, uma espécie de pasquim desportivo português, com espaço para rebaixar todos os emblemas que enfrentam os clubes protegidos.

Analisemos dois artigos:

Desde logo, um em que consideram a Fiorentina o grande rival para o Bétis chegar à final, desprezando completamente o Vitória e até o adversário que o clube andaluz poderá encontrar nos quartos de final da competição.

Noutro, pleno de hipocrisia, recordam o dia em que "os adeptos do Bétis tiveram de fugir de Guimarães", esquecendo, porém que na cidade do flamenco e onde se vislumbra a influência árabe, os vitorianos foram maltratados, agredidos e ameaçados... como se isso fosse pormenor de somenos!

Por isso, contra a sobranceria de 900 anos, com o espírito de quem sempre passou a perna a quem se julgou superior e sem o rei na barriga mas com Ele ao peito vamos repetir a história...e calar quem quer vencer por decreto!

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