COMO A GRANDE ESPERANÇA NO QUE A GOLOS DIZIA RESPEITO PARA ESSE ANO NADA CONFIRMOU...

Aquela temporada de 2001/02 era de reformulação. Com efeito, depois de na época anterior só com Augusto Inácio, o terceiro treinador da temporada, o Vitória SC ter conseguido respirar com tranquilidade, naquela urgia reconstruir uma equipa que demonstrara ter muitas dificuldades.

Assim, haveriam de chegar homens que tornaram-se marcantes naquele ano e nos subsequentes como Palatsi, Cléber, Nuno Assis, Romeu ou Guga e outros, que apesar das esperanças depositadas, não confirmaram os atributos que todos esperavam que fizessem a diferença.

Um desses casos foi o do ponta de lança brasileiro Adelino, recrutado aos mexicanos do Léon. Tendo chegado a Guimarães no início dessa temporada para treinar à experiência, apesar de trazer como nota principal do curriculum os 17 golos apontados no ano anterior, porque como disse o presidente Pimenta Machado ao Mais Futebol de 30 de Julho de 2001, "há muitos estrangeiros." Apesar disso, o treinador vitoriano, Augusto Inácio, mostrava-se esperançado no contributo do jogador, pois "pode ser o jogador que o Vitória necessita para o ataque."

Pelo facto da existência de estrangeiros em excesso, Adelino só se estrearia na segunda jornada do campeonato nacional, perante o Farense, depois de ter chegado o seu certificado internacional e a situação dos atletas estrangeiros ter ficado regularizada. Jogaria, apenas, três minutos, na primeira das oito aparições de Rei ao peito e nunca como titular.

Ainda jogaria na partida seguinte (um triunfo em Vidal Pinheiro, numa grande noite de Guga) para depois chegar o choque ao ver a sua inscrição suspensa por três meses para abrir espaço a outro jogador que seria Ceará que, também, estava à experiência. Urgia, por isso, nesse período, dotar do estatuto de igualdade de direito um de três dos seus colegas: Flamarion, Wellington ou Paulo César.

A justificar a suspensão do seu registo e a aposta no compatriota citado, teve relevância um jogo treino disputado em Felgueiras, em que o Record descreveu assim a sua exibição: "Ontem ficou em branco e foi o principal responsável pela inexistência de golos nos primeiros 45 minutos. Aos 13" falhou incrivelmente um golo, depois de uma jogada brilhante (Nuno Assis-Laelson-Nuno Assis-Guga-Bessa-Laelson) do ataque vitoriano e aos 34", depois de se isolar a 30 metros da baliza, fez um passe ao guarda-redes no coração da área. Adelino ainda tentou a sua sorte num pontapé de bicicleta (20") e no último lance o guarda-redes Rodrigo defendeu-lhe um cabeceamento."

Desiludido pela decisão da direcção vitoriana diria que "Não vou desanimar e continuarei a trabalhar com o mesmo profissionalismo, porque só assim poderei merecer a total a confiança do treinador. É verdade que este processo pode demorar algum tempo, mas quem sabe se não fica resolvido dentro de duas semanas e então já estarei pronto para justificar a minha contratação."

Voltaria aos convocados, apenas, na 16ªjornada frente ao Alverca, para reentrar nos relvados no jogo seguinte frente à União de Leiria, onde actuou por 16 minutos. Seria esse o espelho do seu desempenho na segunda volta da prova. Tapado por Ceará e por Romeu, jogaria, apenas, durante 78 minutos, divididos por cinco jogos, sem estrear-se sequer a marcar.

No final da época, em fim de contrato, sem ter justificado a sua contratação, não veria o seu contrato renovado... abandonava o clube do Rei sem honra, nem glória, não tornando efectivas as promessas que todos queriam que fossem concretizadas!

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