AQUELE DERBY DE 2001, ANTES DO MUNDO MUDAR...

Estávamos a 10 de Setembro de 2001...

O mundo ia conhecer um abalo nas suas bases civilizacionais, mais ainda ninguém sequer sonhava com isso. Na verdade, faltavam poucas horas, para todos sermos, surpreendidos com o inesperado e aterrador ataque às Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que mudaram a nossa percepção global.

A muitos quilómetros da Big Apple, em Guimarães, jogava-se o derby que destila paixões! O Vitória, que depois da entrada em falso com a derrota caseira perante o Gil Vicente, somara dois triunfos recebia o Braga treinado por um homem que, na altura ainda não o sabia, mas poucos anos depois haveria de tornar-se uma referência para os adeptos do clube do Rei: Manuel Cajuda.

Nesse dia, com uma fantástica tarja das claques a dizer "Guimarães é Portugal, o resto são conquistas" e a alinhar com Palatsi; Bessa, Flamarion, Cléber, Rabarivony; Jorge Duarte, Carlos André, Hugo Cunha; Nuno Assis, Romano Sion e Guga, a equipa orientada por Augusto Inácio sofreu um balde água fria logo aos dois minutos, quando o brasileiro Zé Roberto, no primeiro remate da sua equipa, facturou.

Reagiria o Vitória. fazendo alarde de um forte espírito colectivo, que mereceu realce de Augusto Inácio no rescaldo da partida. Assim, Cléber, pouco depois do quarto de hora, na cobrança de um livre, em que o guarda-redes contrário, Quim, não ficou bem na fotografia haveria de empatar a contenda para gáudio dos 10 mil vitorianos presentes no estádio.

Assim se chegaria ao intervalo e assim desenrolar-se-ia a segunda metade com o Vitória a tentar chegar ao tento vencedor e o adversário a repelir todas as investidas. Até que a cinco minutos do fim, chegou a maior manifestação de júbilo da noite. O avançado neerlandês, Romano Sion, em voo, em espectacular pontapé de moinho batia Quim e dava os saborosos três pontos ao Vitória, fazendo Inácio antever um bom campeonato, algo que a segunda volta encarregar-se-ia de desmentir.

No dia seguinte, o futebol tornar-se-ia um mundo de pequenos dramas e de pequenas alegrias, atendendo à dimensão da tragédia que fomos assistindo pelas televisões do mundo... foi há 22 anos!

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