É verdade que a missão da qual foi incumbido era um presente envenenado.
Entregar uma equipa a um jovem treinador com o objectivo da temporada praticamente arruinado, com tal objectivo a depender da estabilidade e confiança da equipa - que eram inexistentes - tinha tudo para ser melindroso.
Porém, era a oportunidade de uma carreira, os desafios são para serem aceites e estaria a dar um mau exemplo aos miúdos que tem ajudado a promover à equipa A demonstrar medo do passo a dar…
E, verdade seja dita, a equipa tem melhorado jogo após jogo, quase a demonstrar o que tem sucedido em todos os trabalhos de Gil Lameiras: arrancar devagarinho, mas sem darmos por isso, está em velocidade de cruzeiro, a jogar bem e… a ganhar!
Na verdade, não se espere a conquista do objectivo europeu nos jogos que faltam. A substituição de Luís Pinto foi tardia, quase numa fuga para a frente, deixando pouco espaço para êxitos. Mas a união da equipa (quando há tão pouco a conquistar, ainda que o Vitória deva entrar em campo sempre para ganhar), a qualidade de jogo sempre em crescendo e as ideias de jogo bem definidas, ao invés do “atirar do barro à parede” que parecia ser o credo da equipa (e de quem a orientava) durante grande parte da temporada, serão conquistas de um homem que está a merecer lutar pelo futuro de Rei ao peito!
O trabalho de Gil Lameiras merece esse apoio…
