I - Ninguém duvide! O verdadeiro carimbo existente em Guimarães é o da irresistível qualidade que existe na formação vitoriana. Uma formação plena de talentos, capaz de jogar um futebol de elevado nível, de quilate refinado e capaz de subjugar qualquer conjunto de veteranos com muitos quilómetros nas pernas.
II - Perante um adversário que quis-se equiparar a uma equipa de miúdos, quando durante muitos anos competiu com os do seu tamanho, a equipa Conquistadora foi-o na verdadeira acepção da palavra. Com Zeega e Verdi a pintarem a manta, com o regressado Hugo Nunes a encher o campo, a equipa de Torres Campos foi imensa, enorme no querer, na vontade...e na qualidade técnica bastante superior a um adversário cheio de vontade mas pouco mais!
III - Mais do que isso, o Vitória foi ardiloso. Com um conhecimento acima do jogo próprio de um conjunto maduro, experiente e capaz de enredar o adversário nas suas artimanhas. Seria assim que chegaria ao golo, numa recuperação de bola no seu último reduto, que permitiu a Opara lançar-se numa imparável caminhada e assistir Rika Rocha, o único capaz de acompanhar a sua passada, para o golo! Justo, merecido, absolutamente... belíssimo!
IV - A partir daí, na primeira parte, só deu Vitória. Terá sido uma mão cheia de oportunidades desperdiçadas, com especial realce para a grande penalidade desperdiçada por Chico Dias. Quanto ao adversário, o campo parecia demasiado longo para sequer chegar à baliza de Gui...e, se este é longo, como seria o que leva o nome do rei nascido em Guimarães e que, a bem de um país, pediu para ser enterrado em determinada cidade para evitar seduções subversivas dos mouros!
V - A segunda metade seria um pouco diferente. O Vitória não seria tão efusivo. Seria consciente. O adversário pouco perigo criaria por mérito da equipa sempre equilibrada, com labor inesgotável, com consciência no cumprimento da suas missões. Uma equipa de multivalências, ora ousada, ora disciplina, ora exuberante, ora sóbria a lembrar velhos jogadores do passado e que um tal de N'Dinga era o expoente máximo.
VI - Ainda assim, desperdiçaria golos cantados como o de Blanco que deveria ter assistido Opara, ou o próprio nigeriano que isolado (não estava fora de jogo) não conseguiu matar o jogo. Terá sido essa a grande pecha de uma bela exibição conducente a uma categórica vitória e demonstrativa que os carimbos triunfantes desta bela equipa estão de volta. Venha o próximo!
VII - Foi aventada a possibilidade pelo adversário do Vitória abrir as portas do estádio com o nome do Rei Vimaranense para este jogo. Não concordamos, pois, tratava-se de um banal jogo de Liga 3, ao nível do que se disputou contra o S. João de Ver ou a Sanjoanense, com respeito por esses adversários.
Mas, porque não, no último desta fase, independentemente da classificação, tal suceder? Seria um prémio justo para estes jovens que, muitos deles, certamente, irão, na próxima temporada, ter essa experiência na equipa A.
VIII - Segue-se a partida com o Belenenses. No Restelo. Com a excelência de volta e sem fazer qualquer prognóstico, só ouçamos pedir para que continuem a encher-nos de orgulho. Como hoje...
IX - VIVA O VITÓRIA...SEMPRE!
