I - Ao terceiro jogo da liderança de Gil Lameiras, a goleada do ano. Frente a um frágil Tondela, o Vitória não foi de brilhantismo extremo.
Mas teve muito do que não teve durante grande parte da presente temporada: tranquilidade, frieza e coerência na abordagem ao jogo. E quando se apresenta esses traços de carácter está-se mais perto de ter êxito...
II - Gil Lameiras apostou na base que já apresentara na Luz. Trocou, apenas, de avançados, fruto do castigo de Nélson Olivera. Com N'Doye lesionado, a aposta recaiu em Gustavo Silva... que, hoje, foi o jogador que conhecemos na pretérita temporada, cheio de codícia, agressividade e sentido de baliza.
Destaque, ainda, para um posicionamento defensivo, com Beni a ocupar a posição de terceiro central, no meio dos dois centrais. Um retoque destinado a dar alguma estabilidade a um sector que tem flutuado mais do que todos desejaríamos.
III - Mas seria pelas alas que o Vitória haveria de encontrar o caminho para o êxito. Verdade, que beneficiando de alguns lapsos dos beirões, mas, como diz o sentido popular, para haver golos também têm de existir lapsos contrários. Mas, quando Camara abriu o activo, ainda, numa fase muito precoce da partida, ninguém ousaria alvitrar que o resultado chegasse aos números a que haveria de chegar.
IV - Contudo, quase logo de seguida, Miguel Nogueira haveria de estrear-se a marcar pela equipa principal vitoriana. Um momento, certamente, inesquecível para o jovem jogador, que realizou uma exibição merecedora de elogios, que demonstrou um assinalável entendimento com a "locomotiva" Strata e que, cada vez mais, parece ser merecedor de um lugar na equipa vitoriana. O Vitória parecia meter o jogo ao bolso muito cedo!
V - A partir daí até ao final da primeira metade, o conjunto Conquistador limitar-se-ia a gerir o jogo. Ainda poderia ter chegado ao terceiro golo até ao apito para o intervalo, mas a barra no pontapé de Gustavo e o cabeceamento ligeiramente desviado no caso de Balieiro impediram esse avolumar da vantagem.
VI - Assim se chegou ao intervalo com a certeza que o jogo estava controlado e que Gil Lameiras iria estrear-se a vencer como treinador principal da equipa vitoriana. E se essa certeza estava presente em todos, mais ficaria no arranque da segunda metade. Fruto de uma entrada forte e de um completo descontrolo beirão, o Vitória haveria de marcar três golos em 20 minutos. Duas grandes penalidades entrecortadas com um tento de Gustavo levaram o resultado à mão cheia e aos sorrisos a voltarem ao D. Afonso Henriques.
VII - Com cinco bolas a zero no score, o relógio correria o seu percurso sem grande história. Merecerá realce o regresso de Maga à equipa, ele que perdeu o lugar para o já inquestionável Strata, e o aplauso a Gustavo, na sua melhor exibição deste ano, e a certeza que os Conquistadores souberam gerir todos os momentos do jogo.
VIII - Depois do mais gordo triunfo da temporada, segue-se a visita ao AVS. Frente a um emblema que não marca golos há seis jogos, praticamente condenado à despromoção, será bom continuar os passos positivos dados hoje... mais não seja, para serem lançadas as bases para a próxima temporada, que se quer mais afirmativa e mais bem sucedida que a deste ano.
IX - VIVA O VITÓRIA...SEMPRE!
