COMO NA PÓVOA, ASSISTIMOS AQUILO QUE É O FUTEBOL PORTUGUÊS

Em nós, mesclam-se dois sentimentos: o de orgulho e o de vergonha.

Orgulho em sermos vitorianos, e naqueles meninos que serão o futuro do clube. Na sua qualidade, na sua obstinação, no modo destemido como olham para os adversários e mesmo com dez jogadores não se coíbem de tentarem ser felizes…. Um verdadeiro exemplo para todas as equipas do clube!

E, hoje na Póvoa de Varzim tal sucedeu. Durante 90 minutos, quer em igualdade numérica, mas também em inferioridade, o Vitória em nada foi inferior ao seu oponente. É verdade que já jogou com mais brilhantismo, mas, nesta fase da época, com mudanças de treinador, com a volubilidade própria das equipas secundárias, o desgaste nas pernas, não será possível fazer muito melhor.

Mas mesmo assim, elogiemos a jovem equipa vitoriana. A perder sem merecer, empataria de seguida com um golo de Opara. Entraria na segunda parte, a demonstrar o que queria vencer. Depois de muita polémica, já com dez unidades, chegaria à vantagem com um golaço de Rodrigo… para ceder o empate no final.

Mas, não foi uma tarde só de orgulho! Foi de vergonha pelos interesses que se movem no futebol português. Bastará ler os jornais para entendermos quem existe interesse em ser promovido, até pelas constantes campanhas jornalísticas.

Todavia, isso não justificará a arbitragem de hoje. Um atentado à verdade desportiva! Em caso de dúvida, coadjuvada pelo VAR, foi sempre contra o Vitória, especialmente em três lances:

- Golo anulado a Opara que seria o segundo do Vitória;

- Expulsão de Dani Carvalho, numa rigidez questionável de critérios;

- Transformação de um livre directo e expulsão de um jogador do Varzim em bola ao solo e nenhuma admoestação disciplinar.

Assim sendo, só podemos sentir vergonha… e olhar com desvelo e carinho para os jovens que têm envergado o símbolo do Rei com tanto amor e dedicação.

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