I - Um orgulho! Em 90 minutos, a capacidade de mostrar o que é ser Vitória, como deve ser vestida a camisola do Rei, como com ela devemos acreditar sempre e olhar de olhos nos olhos para qualquer desafio.
Mais do que isso, a assertividade, a personalidade, a coragem que distingue quem quer chegar longe de quem se contenta com o pouco! Sempre se disse, mais vale morrer a luta que ficarmos a pensar porque não tentamos.
II - Frente a uma equipa com uma dimensão física superlativa, a jovem equipa B vitoriana sentiu algumas dificuldades em adaptar-se. Porém, mal isso aconteceu, só existiu uma equipa. Um verdadeiro tratado de futebol total, em que todos defendem, todos se envolvem nos movimentos atacantes, demonstrando que a qualidade nesta equipa é transversal. Gil Lameiras está a fazer um trabalho de autor, notando-se em todas as movimentações o seu dedo, e os seus miúdos são alunos de excepção, assimilando todos os ensinamentos da melhor forma.
III - Assim, não causou surpresa que o golo chegasse! E que golo! Que monumento de Miguel Nogueira, um extremo de recursos infindos, mas com uma disponibilidade física capaz de durar toda a partida. Na verdade, mais uma vez, demonstrou estar a bater à porta da equipa A. Um golo a fazer lembrar um extremo eterno na história do Vitória...um tal de Pedro Barbosa!
IV - E assim, se chegou ao intervalo, com absoluta certeza da superioridade vitoriana. Com a noção que o Vitória era melhor e venceria o jogo... a não ser que algo de imponderável sucedesse!
E, infelizmente, sucedeu... um erro de André Oliveira na abordagem a um lance foi conducente à sua expulsão e, quase logo de seguida, o Vitória sofreu o empate. Íamos ter outro jogo a partir desse momento!
V - Assim, foram de sofrimento os minutos a seguir à igualdade. O Mafra teve um golo anulado, Gui Cardoso fez duas defesas monstruosas e outra oportunidade, desperdiçada de modo escandaloso, faziam temer o pior. Mas, aí, o Vitória teve treinador no banco. Com efeito, as apostas em Dani Carvalho para o meio campo e Miguel Vaz para o ataque revigoraram o jovem conjunto Conquistador.
VI -A equipa passou a controlar melhor o jogo, a ser capaz de manter a bola no meio campo contrário e a respirar. E, assim, iria chegar-se ao último minuto da partida. Com o Vitória confortavelmente posicionado no meio campo adversário ganharia um canto. Deste, surgiria o momento de êxtase... a recompensa mais esperada... o sentido de oportunidade de Miguel Nogueira serviria para apontar o tento do triunfo, a certeza que esta malta até ao último segundo pensa, apenas, em vencer e não cede perante as adversidades. No fundo, não será isso que distingue a imaturidade de quem já está pronto para altos voos?
VII - Triunfava o Vitória de modo épico, heróico. Um êxito a coroar uma caminhada, até agora, merecedora de todos os elogios. Segue-se, agora, o Trofense para continuar um trajecto que, independentemente do que venha a acontecer, está coroado de êxito. A equipa tem princípios de jogo, interpreta-os de modo excelso e tem muitos atletas a bater à porta da equipa principal. E isso será determinante para os próximos tempos...
VIII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

