I - Durante estes meus escritos, tenho procurado sempre perceber a razão das coisas.
Procurando ser isento, mas demonstrando sempre o quão importante é o Vitória para mim, para todos nós.
E amar é também ter coragem de dizer o que se pensa. Foi assim desde sempre e será assim hoje, como foi na análise da entrevista ao presidente António Miguel Cardoso, que, por ter dito aquilo que pensava, até de anti-vitoriano fui acusado.
Mas, disso, já há muitos anos estou habituado. porque, felizmente, sempre pensei por mim, pela minha cabeça, e não por aquilo que me querem induzir a pensar.
II - Diga-se que o Domingo começou com um verdadeiro exemplo de vitorianismo. A equipa B demonstrou todos os exemplos que um conjunto com o Rei ao peito deverá ter: abnegação, força perante as adversidades, coragem e respeito e orgulho pelo símbolo. Tudo o que terá faltado esta noite, ainda que há quem diga que esta época será histórica e só recordada pela conquistada da Taça da Liga. É verdade... mas, também, por estas desilusões que qualquer vitoriano saberá não se coadunam com os pergaminhos do clube!
III - Hoje, continuando, com a estratégia de "atirar o barro à parede", frente a um Santa Clara que não vencia há doze partidas, Luís Pinto apostou em Arcanjo. Uma aposta fracassada, sem qualquer sentido e quantas vezes durante a noite nos lembramos do esplendor de Miguel Nogueira na ala direita durante a manhã. Que diferença... Mas, não foi o futuro mundialista o grande réu desta noite. Ou melhor,. foi tanto como os outros!
IV - O início do jogo em si foi estranho. O Vitória até poderia ter entrado a ganhar, teve duas boas oportunidades mas aos 14 minutos já perdia por duas bolas a zero. No primeiro, Abascal deixou-se antecipar de modo inadmissível e o segundo quase poderia entrar nos apanhados do ano, acabando com Charles, embrulhado com outro jogador vitoriano, a introduzir o esférico na baliza. Mau demais!
V - A partir daí, o jogo teria de ser diferente. Mas, não foi! O Vitória até aio intervalo foi zero. Uma nulidade absoluta. Incapaz de criar desequilíbrios, de chegar à baliza do Santa Clara, sem ideias! Uma desilusão profunda de uma equipa que tem de ser sempre candidata aos lugares mais altos e, para isso, não pode apresentar tão pouca vontade em querer ser feliz!
VI - Se a primeira parte foi paupérrima, a segunda não seria melhor. Apesar das alterações, o Vitória continuou no mesmo marasmo, proporcionado a que esta parte do jogo fosse um imenso bocejo. Para uma equipa que quer correr atrás do prejuízo não podia ser assim!
VII - Tanto assim foi que só aos 69 minutos, Gustavo Silva, já entrado em campo, teve a primeira e, provavelmente, a única oportunidade vitoriana. Numa equipa que tinha de recuperar, que dizia-se candidato à Europa, tal era sinónimo de quase nada. E, assim, continuar-se-ia até ao final da partida, numa clara demonstração de incapacidade, levando-nos a reflectir. Na verdade, as carências da equipa são de há muito e não foram supridas em Janeiro... e sendo assim, quem de direito que justifique tal decisão!
VIII - No final da partida, aqueles que nunca desistem, que estão sempre presentes, manifestaram a sua desilusão. Com tantas vezes, já o fizeram nesta época. Sem vaidades, os jogadores falaram e ouviram-nos... mas, que saudades, daquelas equipas, que fruto da sua qualidade e resultados, vaidosamente iam à bancada receber o reconhecimento daqueles que só esperam e tudo dão por êxitos!
IX - Segue-se o Famalicão nesta via-sacra até ao final do campeonato. Sendo muito honesto, ainda bem que há uma jovem equipa que nos faz perceber os valores do vitorianismo... o resto serão mais 90 minutos!
X - VIVA O VITÓRIA SEMPRE... estas crónicas aos jogos e o as análises do presente continuarão até ao final da temporada! Depois, não que me afectem as bocas, reflectirei sobre o que fazer. Quererei sempre um Vitória melhor, com os melhores a fazê-lo progredir. Quando tal não acontece, peço desculpa, mas é mais forte do que eu e tenho de dar a minha opinião...certa ou errada, é, somente, minha!
