E AGORA, LUÍS?

De olhar perdido e impotente, Luís Pinto olha para o jogo de ontem à noite.

Na verdade, mais do que uma dolorosa derrota, o treinador vitoriano é um homem no limbo.

Por sentir que a sua mensagem não surte o efeito desejado nos seus homens, mas, também, por sentir, provavelmente, não ter meios para, a partir do banco, alterar os jogos.

Não será o primeiro a sentir isso no Vitória...nem, infelizmente, será o último.

Mas, numa equipa que perdeu todas as referências de uma época para a outra, depois de na pré-temporada ainda ter contado com pesos-pesados como Borevkovic, Handel ou Tiago Silva, o trabalho foi difícil desde o início.

Conseguiu, ainda assim, dar palco a vários nomes como Gonçalo Nogueira, Diogo Sousa ou Saviolo.

Conseguiu, de modo épico, vencer uma Taça da Liga, garantindo, que aconteça o que acontecer, terá o seu nome na história do clube.

Mas, com a época, no que tange a campeonato, a resvalar para o fracasso de mais um falhanço europeu. Com uma dolorosa eliminação na Taça de Portugal frente ao AVS, uma das equipas mais débeis da liga principal nos últimos anos. Com uma equipa cada vez mais resignada, amorfa e incapaz de reacção. Com um discurso gasto, incapaz de justificar o que está a acontecer. Com escolhas técnicas duvidosas como, ontem, a aposta em Telmo Arcanjo, a insistência em Gustavo, o ostracismo a Camara, será que ainda há estrada para o jovem treinador?

Será que ainda se sente como parte da solução de um nó difícil de desatar?

E, frise-se, a questão não passa pela presente época, quase a termos, infelizmente, de atirar a toalha ao chão! Será ele o treinador para o futuro do Vitória, sentindo ele que tem condições para o ser?

E poderá uma época ser reduzida a três jogos e considerada boa?

Tem a palavra quem manda...

Postagem Anterior Próxima Postagem