I - Não entendam este título como um deitar da toalha ao chão. No futebol as surpresas acontecem várias vezes e as reviravoltas não são tão raras quanto isso. Mas, com mais uma jornada disputada, o objectivo europeu está mais difícil de alcançar… é isso será ser, apenas, realista.
II - Mais uma vez, o Vitória pareceu entrar atarantado ao desafio. Absolutamente desligado e desconcentrado, os primeiros minutos foram um verdadeiro suplício, valendo a inspiração do guarda-redes Charles e alguma imperícia dos avançados do Alverca.
Quanto aos sectores do Vitória era a anarquia completa, parecendo um grupo de amigos que se juntara pela primeira vez para dar uns pontapés na bola.
III - Apesar disso, e, também, pelo facto do adversário não ter tido êxito no alvejar da baliza vitoriana, os Conquistadores equilibraram a partida. Tiveram oportunidades para se adiantarem no marcador, mas verdade seja dita: muito permissivos na defesa, fizeram os mais de 14000 espectadores sentirem-se inseguros quanto ao desfecho do resultado…
IV - E assim se chegou ao intervalo, com a sensação que o jogo poderia cair para qualquer um dos lados. E mais pela absoluta incapacidade do Vitória em assumir as rédeas do jogo, em dominá-lo inequivocamente, em ser afirmativo em sua casa.
V - Todavia, logo nos primeiros suspiros da segunda parte essas ideias pareceram dissipar-as. N’Doye naquele seu jeito peculiar foi ganhando metros com a bola controlada, enrolou-se com um defesa na área, sobrando a bola para Samu que só teve de a empurrar para as malhas do Alverca. Ainda nada fizera o Vitória na segunda parte e encontrava-se a vencer.
VI - A partir daí, os Conquistadores melhoraram. Mais seguros e confiantes podiam ter dado a estocada final na partida. Não o fizeram e numa jogada de envolvimento da equipa ribatejana sofreram o empate.
Mais uma vez a denotarem excesso de permissividade. Mais uma vez com dificuldades nos jogos das compensações. Mais uma vez com o espaço da área mal preenchido! Um dejá-vu neste campeonato 25/26, com a impossibilidade de se descobrir um antídoto para tal…
VII - A partir daí, o Vitória foi incapaz de lidar o jogo. Perdeu o controlo da bola, algo que a saída de Diogo Sousa, ainda quando o Vitória tinha vantagem na parifa, já tinha denotado e mais do que isso ficou sem ideias. A partida terminaria com o Alverca confortavelmente posicionado no meio campo dos homens do Rei… e Charles a fazer uma espectacular defesa que evitou desgostos maiores!
VIII - E, assim, a Europa ficou mais longe! Quiçá, irremediavelmente perdida… esperando nós que não. Para isso, ser possível, será mandatório triunfar no sempre difícil terreno do Santa Clara, tão necessitado de pontos para fugir à despromoção.
IX - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE…
