É notícias das últimas horas.
O jovem e talentoso médio ofensivo vitoriano Rodrigo Duarte estará em vias de ser cedido a título de empréstimo na segunda fase da temporada ao Paços de Ferreira, actual 14º posicionado da Liga 2, ainda que tenha disputado menos uma partida do que a grande maioria dos participantes.
Será um acto que merecerá ser visto pelos dois prismas: o positivo e o negativo, devendo quem nos lê sopesar o que terá maior relevância.
Comecemos pelo ponto negativo. Rodrigo, apesar de ser um jovem de, apenas, 19 anos, ainda que complete 20 daqui a dias, já conta com três temporadas integrado na equipa principal vitoriana. Já conhecedor desta, poderia constituir uma alternativa deveras interessante para uma certa ideia de jogo de Luís Pinto.
Na verdade, poderia ser aposta no 4*4*2 gizado pelo treinador em jogos como o de Sexta-feira perante o Moreirense na posição de segundo ponta de lança, surgindo nas costas de Nélson Oliveira ou N'Doye, ou, então, como vértice mais adiantado de um 4*3*3 em que a aposta tem recaído em Samu ou Gonçalo Nogueira. Mas, a verdade é que , em jogos de maior pendor ofensivo, para abrir defesas mais fechadas, o talento e a imprevisibilidade de Rodrigo poderia ter sido uma arma. Ou, então, a partir de uma ala para em diagonais, como o golo que marcou em Paredes pela equipa B, causar turbulência, ainda que, verdade seja dita, a equipa A está bem servida em quantidade e qualidade de extremos.
Pelo ponto positivo, a certeza de poder ser mais utilizado nos Castores dos que nos Conquistadores. Na verdade, as soluções vitorianas levariam a que, mesmo que fosse utilizado como supra aventamos, tivesse menos minutos de jogo que, certamente, irá ter na Capital do Móvel. Ainda para mais, num Paços com um plantel longe da qualidade de outros tempos e depauperado de artistas.
Acresce, ainda, a boa experiência que o clube pacense proporcionou a Gonçalo Nogueira na Liga 2. Aí, o médio vitoriano fortaleceu-se, tornou-se consistente e ganhou músculo. Juntou ao talento, à leitura de jogo e capacidade de passe, uma capacidade física que o fez quase tornar-se monstruoso no meio-campo vitoriano, não temendo sequer o duelo com um dos jogadores mais elogiados do campeonato, o dinamarquês Fronholdt.
Postos os argumentos na mesa, dependerá da interpretação e dos olhos de cada um avaliar a partida de Rodrigo Duarte... sendo, contudo, certo que a sua qualidade poderia ajudar a equipa B a abrilhantar a sua participação na fase de subida da Liga 3.
