COMO O CAVALEIRO DA ESPERANÇA ANTÓNIO FARIA MARTINS AJUDOU A SALVAR O VITÓRIA, NUMA ALTURA EM QUE SE TEMIA PELO SEU FUTURO

A festa do regresso à Primeira Divisão já lá ia...

Depois de descer à terra, os problemas começavam a surgir e passavam pela formação de uma direcção que gerisse o clube num ano tido como difícil.

Depois de várias tentativas de resolução do vazio directivo que se temia e antevia, como escreveu o Notícias de Guimarães de 10 de Agosto de 1958, surgiu "O Cavaleiro da Esperança Vitoriana", que era António Faria Martins, que já houvera sido líder máximo do clube entre 1941 e 1947, quando a equipa ascendeu pela primeira vez à divisão principal do futebol português. Era um homem tido como possuidor de um "espírito superior e inteligente, bairrista até ao âmago da sua alma, intransigente ante os momentos difíceis e sobretudo consciente da gravíssima situação", e que, atendendo a essas qualidades de carácter, decidiria avançar pelo Vitória.

Com este acto, como é escrito na publicação consultada, António Faria Martins salvou o Vitória. "Insuflou-lhe uma vida nova, iniciou uma nova era da sua história e, temos a certeza, que ela será brilhante."

Para além disso, outros desafios se deparavam. Assim, "a nova direcção, consciente da importância do desporto-rei, procurou solucionar o problema da instalação da assistência, acabando com a carcomida bancada de madeira, que além da exiguidade da sua lotação, ameaçava ruína permanente... Em seu lugar surgirá uma nova, ampla e cómoda... O peão terá um novo arranjo e deixará de ser um declive de tortura, como todos já lhe chamavam. E a equipa, esta neste ponto, a ser valorizada...”

 Por isso, concluía-se que "confiante no futuro, António Faria Martins é o cavaleiro da esperança Vitoriana." E um dos homens mais decisivos na afirmação da equipa no panorama nacional...

Postagem Anterior Próxima Postagem