COMO NAQUELE ANO HOUVE SOFRIMENTO ATÉ AO FIM, MAS CLASSE SEMPRE...

A temporada de 1970/71 foi dura para o Vitória.

Houve Europa, é certo. Ainda com Jorge Vieira no comando, os Conquistadores eliminaram os franceses do Angoulême, mas acabariam por cair diante dos escoceses do Hibernian. Lá fora, dignidade. Cá dentro, um sonho que pareceu tornar-se real até desabar na realidade das dificuldades desse exercício.

No campeonato, a época foi penosa. Tão penosa que a salvação só chegou na última jornada. No Estádio das Antas. Um empate a zero que valeu a permanência. Nessa altura já era Peres — lenda maior do clube enquanto jogador — quem segurava o leme, depois de Jorge Vieira ter regressado ao Brasil.

Mas as dificuldades nunca tiraram a pinta à equipa.

Na fotografia surgem quatro das pedras basilares desse ano. Todos com um traço comum: nascidos no Brasil. Três já vinham de épocas anteriores e acolhiam o recém-chegado Jorge Gonçalves, grande aposta para essa campanha. Uma lesão travou-lhe a continuidade, é verdade. Não conseguiu afirmar-se como se esperava.

Ainda assim, havia algo que resistia a tudo.

A época foi de aflição.

A classe, essa, esteve sempre lá.

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