COMO ACONTECEU O REGRESSO DE UM DOS HOMENS MAIS IMPORTANTES NA AFIRMAÇÃO VITORIANA, O PAI DA "BRASILIDADE" VITORIANA...

Fora um verdadeiro garimpeiro de talentos...

Uma ajuda prestimosa nas mais-valias que desequilibravam dentro dos campos de futebol com a camisola do Rei.

Graças a ele e ao seu olho clínico, chegou ao Vitória o primeiro brasileiro da história do clube, Ernesto Paraíso, e depois desse, outros de inegável valor como Carlos Alberto, Edmur, Rodrigo, José Morais ou Djalma, entre mais alguns, beneficiando do facto de estar radicado do outro lado do Atlântico. Um trabalho tão exaustivo quanto meritório que mereceu que, para os vitorianos, António Pimenta Machado passasse a ser conhecido pelo "Pimenta do Brasil" ou, como o título aqui apresentado demonstra, por “Seu Pimenta."

Uma figura relevantíssima no clube durante perto de uma década, até que uma carta dirigida aos serviços vitorianos e datada de 17 de Dezembro de 1967 lançaria a bomba. Assim, por desavenças com elementos do clube, a partir dessa data, deixava de ser seu representante em terras de Vera Cruz. Um facto que só seria tornado público a 06 de Setembro de 1969.

Porém, jamais se poderá renegar ao amor... ao chamamento vitoriano, que, independentemente daquilo que que aconteça, está sempre em nós. Assim, o jornal do Vitória de Junho de 1970, anunciava com pompa e circunstâncias que "Seu Pimenta regressou ao Vitória de Guimarães."

Usando o mesmo meio que tinha usado para dar a conhecer a sua indisponibilidade em colaborar com os Conquistadores, dessa vez "Seu Pimenta põe-se incondicionalmente ao dispor do seu Clube de sempre...", numa atitude "que se por um lado define a amizade que tributa ao actual Presidente, por outro, compreende amor indesmentível que sempre dedicou ao glorioso Vitória."

Ainda que magoado "por supostas atitudes menos correctas", mas sempre imbuído do espírito vitoriano e orgulhos por ter iniciado, aquilo que no jornal, se chamava de "Brasilidade", regressava aos Conquistadores um homem cujo "trabalho de olheiro em benefício da equipa(...) representa um grande triunfo."

Um trunfo que se esperava surtir efeitos logo na época subsequente, a de 1970/71, dizendo-se que "voltou para ficar, pois outra coisa não quer dizer a adoração ao Clube que transparece de todas as suas frases."

O Vitória recuperava uma das suas figuras mais míticas... como foi apodado, de modo extremamente feliz, o "Pai da Brasilidade" no clube!

Postagem Anterior Próxima Postagem