Naquela década de 70 o Vitória pareceu ter assinado um pacto com a sexta posição do campeonato. Na verdade, durante essa década, os Conquistadores conquistaram esse lugar por sete vezes, numa regularidade que era sinónima de falhanço europeu.
Tal, também sucedeu naquela época de 1973/74, em que os comandado de Mário Wilson aqui fotografados num pelado, não foram capazes de dobrarem essa verdadeira barreira tão psicológica quase como física.
Antes de mais, apresentemos os elementos presentes começando pelos de pé da esquerda para a direita: Artur, Osvaldinho, Costeado, Manafá e Rodrigues. Em baixo, na mesma ordem: Romeu, Ibraim, Custódio Pinto, Tito, Abreu e Ernesto.
Apesar da excelência dos seus componentes, a verdade é que desde cedo se percebeu que a temporada teria diversos obstáculos. Com efeito, a equipa treinada por Mário Wilson até à sexta jornada só tinha triunfado na primeira em Matosinhos, frente ao Leixões, num resultado tido como esplêndido pelo jornal Notícias de Guimarães.
A partir daí, somar-se-iam empate, com excepção da derrota no Oriental, algo que seria quebrado com o triunfo perante o Montijo à sexta etapa do campeonato, graças ao golo solitário de Custódio Pinto, ainda que como deu a conhecer o jornal já referido da data de 27 de Outubro de 1973, "O Vitória local continuou a dar uma pálida ideia do seu valor."
A primeira volta haveria de continuar sob o signo da regularidade sem grandes espalhafatos com a equipa a conquistar até ao seu final mais três êxitos e só perdendo frente ao FC Porto e ao Sporting, o que a fez virar para a segunda fase do campeonato na sétima posição a dois pontos dos quintos, CUF e Belenenses.
A segunda volta, essa, continuaria no mesmo ritmo mediano. A confirmar isso, o facto de o Vitória nos quinze desafios desta, ter triunfado por cinco vezes, empatado e perdido por outras tantas. Por isso, no final da prova, a regularidade consubstanciada num sexto lugar com dez êxitos, onze empates e nove derrotas e 36 golos marcados e 34 sofridos atestavam essa falta de golpe de asa capaz de ter feito a equipa aproximar-se dos da frente. Na verdade, num campeonato em que triunfo valia, apenas, dois pontos, acabá-lo a 9 pontos da equipa antecedente era uma verdadeira enormidade, confirmativa da incapacidade de ir mais além...
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