É verdade que o voleibol masculino já viveu dias de outra exaltação. Com efeito, parece que foi ontem que com o pavilhão cheio, o Vitória lutava pelo título nacional, conquistando-o em 2008, participava na Liga dos Campeões da modalidade. Era um verdadeiro vulcão que tornou inesquecíveis nomes como Allan Cocatto, Nélson Brízida, Eurico Peixoto, Pedro Azenha e tantos outros.
Porém, os tempos mudaram. O Vitória, apesar de continuar a ostentar pergaminhos invejáveis na modalidade, não tem como competir com algumas equipas que apresentam orçamentos mais próprios do futebol, do que da própria modalidade.
Mas, tal não quer dizer que a ambição deixe de existir. A vontade de ir mais além. O constante desejo de triunfar, que, ainda deverá estar para nascer, quem entra em campo derrotado. E, ainda para mais, quem leva o Rei Conquistador ao peito.
Hoje, a equipa liderada por Eduardo Faustino bateu os açorianos do Clube K pela margem máxima. Mas mais do que esse triunfo (mais ou menos esperado pelo facto do adversário somar por derrotas todos os jogos disputados), realce para a extraordinária sequência da equipa Conquistadoras. Assim, são cinco triunfos consecutivos que catapultam a equipa para a parte mais alta da tabela, bem dentro dos lugares que disputarão o título nacional.
Além disso, nomes como o tunisino Yassine Abdelhedi, o máximo pontuador da equipa, o central brasileiro Luiz Philippe ou do internacional português Miguel Cunha têm entrado no léxico dos vitorianos, o que, desde logo, ajudará a entender o bom trabalho realizado.
E, por isso, esperamos que este belíssimo momento possa ter continuidade, ainda que as dificuldades estejam ao virar da esquina...
