UM PRÉMIO SIMBÓLICO, SINAL DE UMA GRANDE ÉPOCA...

Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos. O ditado poderá aplicar-se na perfeição ao Vitória, mesmo nunca tendo experimentado o sabor de ter vencido o campeonato nacional.

Contudo, em três dos quatro terceiros lugares conquistados pelo conjunto vitoriano, o último reduto da equipa foi o mais inexpugnável do campeonato, ainda que só em 1997/98 tal tenha sucedido sem qualquer outro emblema a igualar a marca dos Conquistadores.

A primeira vez que tal sucedeu ocorreu na inesquecível época de 1968/69, quando o guarda-redes Rodrigues, apenas, foi batido por 17 vezes, tantas como os do Benfica. Ora, como o keeper vitoriano foi totaliza do campeonato foi merecedor do prémio atribuído ao guardião menos batido do campeonato, como a fotografia documenta. Aliás, a defesa vitoriana nesse ano estaria tão perto da excelência que Joaquim Jorge foi vencedor do Prémio Somelos/Helanca, destinado ao jogador mais regular do campeonato, e estreou-se na selecção portuguesa, tal como o seu companheiro de sector, Manuel Pinto.

Passaram dezoito anos, até o Vitória voltar a conseguir o mesmo objectivo. Numa equipa recordada pelos artistas N' Dinga, Ademir ou Paulinho Cascavel, a excelência do conjunto orientado por Marinho Peres começaria na defesa. Assim, aquele terceiro lugar foi garantido nas defesas miraculosas de Jesus e na segurança da dupla composta por Miguel e Nené que, em 30 partidas, sofreu, apenas, 22 golos, tantos como o FC Porto e o Benfica que acabaram o campeonato à frente dos Branquinhos.

A derradeira vez em que o Vitória conseguiu garantir tal distinção ocorreu no exercício de 1997/98. Tendo começado a época sob o comando de Jaime Pacheco, seria com Quinito que mais um terceiro posto seria confirmado. Seria a única vez que a defesa vitoriana conseguiria tal distinção sem ser em igualdade com outros emblemas, sendo o guarda-redes Pedro Espinha e os centrais Arley, Alexandre e Márcio Theodoro os principais sustentáculos dessa façanha. Aliás, os 25 tentos sofridos em 34 partidas, fizeram da defesa vitoriana, não só a menos batida do nosso país, mas também da Europa...

Porém, registamos para a posteridade, o momento em que Rodrigues recebeu o prémio de um ano inesquecível e sinónimo de uma grande classificação!

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