COMO UM CAMPEONATO COMEÇADO EM BOM NÍVEL DESCAMBOU PARA A MEDIANIA, COM UMA PESADA, MAS ACIMA DE TUDO, DOLOROSA DERROTA PARA A TAÇA DE PORTUGAL...

Na fotografia, de pé, da esquerda para a direita surgem-nos Torres, Romeu, Melo, Mané e Celton. Na mesma ordem, em baixo, temos Ferreira da Costa, Ramalho, Mário Ventura, Abreu, Tito e Alfredo.... era a equipa do Vitória para a temporada de 1977/78.

Orientados por Mário Wilson, os Conquistadores começaram o campeonato a triunfar por duas bolas a zero frente ao Sporting de Espinho, graças ao autogolo de Artur Amaral e da estreia de Mané a marcar pelo clube do Rei, depois de ter sido contratado ao Boavista.

Continuaria a prova de modo promissor, com a equipa, até à décima primeira jornada, a perder apenas em casa do Benfica, em Setúbal e no Porto, o que fez com que nessa etapa do campeonato, após o empate a um com o Sporting em Guimarães, graças ao golo de Abreu, a equipa vitoriana ocupasse um promissor quarto posto colado aos três emblemas mais titulados do futebol português.

O pior viria depois... com apenas cinco triunfos nas remanescentes dezanove jornadas do campeonato, em que fez dezasseis pontos, apenas mais um do que houvera feito nas onze primeiras, o Vitória foi perdendo terreno para os oponentes à sua frente. Mais do que isso, seria ultrapassado pelo Belenenses e pelo eterno rival, que, para além de ter findado a época no quarto lugar, ainda eliminou os Conquistadores da Taça de Portugal ao vir triunfar a Guimarães por um pesado quatro a zero, depois destes terem conseguido empatar o primeiro jogo na cidade vizinha.

No final do exercício, o sexto lugar final, um verdadeiro fetiche naquela década de 60, a cinco pontos do Belenenses e a sete do Braga confirmou o que todos haviam percebido... a equipa fora perdendo gás, sendo incapaz de manter o rimo com que começou o campeonato, e quando assim é pouco há a fazer!

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