Estávamos em Setembro de 1991...
O Vitória remodelara-se sob a liderança de João Alves para voltar a tentar atacar as posições europeias.
Entre as diversas contratações estava um jovem proveniente de Freamunde que era conhecido, simplesmente, pelo seu primeiro nome: Pedro que, na altura, contava com, apenas, 21 anos.
Tendo-se estreado no estádio da Luz na terceira jornada dessa temporada de 1991/92, por causa de uma arreliadora lesão tê-lo impedido de o ter feito mais cedo. Um momento que, como confessou ao jornal Toural de 06 de Setembro de 1991, sentiu que iria suceder "logo a partir do momento em que o meu nome aparecer na convocatória, senti que o treinador, a qualquer altura, me podia chamar."
Uma chamada que, segundo o próprio jogador, pretendia "dar mais consistência ao meio campo, colocando-me no terreno à frente de Soeiro e Paulo Bento, apoiando Ziad", em contraponto ao modo como fora utilizado nas partidas que disputou na pré-época em que "...o técnico apostou em mim para ocupar uma zona mais recuada jogando à frente dos centrais....". Uma aposta que a continuar teria, provavelmente, alterado a história futebolística de um dos maiores talentos que jogou no Vitória.
A titular no Vitória, os sonhos iam mais além... até à selecção sub-21, já que "no ano passado, o Carlos Queiroz convocou-me para o jogo com a RFA, mas não saí do banco." Mas se, nesse ano, o jogador actuava no Freamunde, "este ano, se voltar à titularidade no Vitória, tenho a certeza que as minhas prestações não passarão despercebidas."
A ajudar a poder concretizar esses sonhos, o facto de "encontrei (...) um excelente ambiente de equipa, onde antes de competidores tentamos ser amigos, o treinador incentivou-me bastante e quando assim acontece tudo é fácil." E assim seria, com o jovem jogador a afirmar-se na equipa Conquistadora, tornando-se numa das suas maiores referências.
