COMO MAIS DO QUE UM JOGO QUE NÃO FOI MERECEDOR DE SER CONTADO, O EXEMPLO VITORIANO E VIMARANENSE MERECEU SER REALÇADO, ATÉ EM CONTRAPONTO COM OUTRAS CIDADES...

A temporada de 1938/39 haveria de ser merecedora de atroz polémica.

Na verdade, não obstante o Vitória ter conquistado o título distrital dentro do recinto de jogo, perdê-lo-ia por causa de uma resolução da Federação Portuguesa de Futebol que o atribuiu ao Sporting de Fafe, um verdadeiro algoz da turma vitoriana nesse ano.

Tanto assim era, que quando a turma fafense visitou o Campo do Benlhevai, este, como escreveu o Notícias de Guimarães de 19 de Março de 1938, este "registou (...) uma enchente, talvez a maior da temporada."

Contudo, apesar do entusiasmo, "o grupo da casa voltou novamente a esbarrar contra um Sporting de Fafe”, numa "exibição que não deixou saudades aos seus adeptos." Por isso, adoptando um estilo de crónica que, nos dias de hoje, haveria de dar muito que falar, "não merece relato o que se passou no dia 12 no Benlhevai."

Contudo, um pormenor mereceu destaque num escrito com poucos factos. Assim, atento o facto da contenda ter sido presenciada por Manuel Monteiro, membro da Comissão Central dos árbitros, as suas palavras mereceram ser reproduzidas na referida publicação: "Em Guimarãis podem todos os grupos jogar à vontade. Fiquei encantado com a ordem verificada tanto na assistência como nos jogadores."

Por isso, com o escriba cheio de orgulho por tais palavras, o mesmo exortava a que "a lição dada pelos vimaranenses, sirva de exemplo para as outras localidades, onde por vezes o desporto e a falta de educação desportiva andam muito arredias daquela finalidade por quem nós todos trabalhamos e defendemos."

Porém, o que interessava é que o Vitória, ainda, continuava na liderança de um campeonato que haveria de perder ingloriamente... mas isso, será outra história!

 

 


 

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