Aquela temporada de 1983/84 foi a do regresso às competições europeias.
Com o austríaco Hermann Stessl a liderar a equipa, os Conquistadores aproveitaram esse lastro de entusiasmo para arrancarem em grande e averbarem, apenas, uma derrota, nas Antas, nas sete primeiras jornadas do campeonato. Assim, ao dobrar esta fase do campeonato, o conjunto vitoriano ocupava a terceira posição da tabela classificativa a, tão somente, dois pontos da liderança ocupada pelo Benfica.
Nessa feliz caminhada inicial, destaque para o êxito frente ao Sporting por duas bolas a uma, o que fazia o jornal Notícias de Guimarães de 14 de Outubro de 1983 congratular-se pelo "Vitória estar em posição de realce." Era, pois, "magnífico, a todos os títulos, portanto o comportamento da equipa do Vitória, que tem neste momento um palmarés digno de realce, apenas com uma derrota frente ao Porto e um empate perante o Boavista." O entusiasmo era tanto que dizia-se que "dá gosto ver esta equipa de Stessl que, para jogar bem. nem sequer precisa de utilizar pedras por muitos julgadas indispensáveis, mas como se tem visto, perfeitamente substituíveis."
Tal excelência naquela tarde havia sido conseguida graças a um bis de Joaquim Murça, o defesa esquerdo que fora contratado essa época ao Portimonense e que vivera a sua maior tarde de glória de Rei ao peito. Ao lado dele, no centro da defesa, estava o seu irmão Alfredo que houvera chegado a Guimarães na época de 1981/82, por indicação de Pedroto e proveniente do FC Porto. Viveriam juntos esse ano que começou sob a forma de êxtase para acabar da pior das maneiras... com Stessl despedido, Alfredo a assumir a posição de jogador-treinador, para ambos acabarem por abandonar o clube no final da época. Porém, naquele momento, eram só sorrisos de esperança num êxito que haveria por não chegar...
