COMO CAJUDA FOI POSTO FORA DE COMBATE POR UM DOS PESOS PESADOS DO BALNEÁRIO, FICANDO A LAMENTAR-SE DO COMBOIO QUE PASSOU-LHE POR CIMA...

O ano de 2007/08 foi inesquecível para o Vitória...

Com a fortíssima e carismática liderança de Manuel Cajuda e um grupo cheio de vontade e união, o Vitória fez uma carreira absolutamente épica, só findando no terceiro lugar. Todavia, essa caminhada irresistível teria tropeções, percalços e... dor!

Dor essa que, seria, também, física e haveria de ser experimentada pelo treinador... por causa de um dos seus jogadores, mais importantes, Moreno, que durante um treino, acabaria por partir-lhe uma perna.

Um incidente que o levaria a ter de engessar a perna, ainda que, referindo-se ao momento, no portal MaisFutebol da data de 21 de Novembro de 2007, confessasse que "eu não vi nada. Fui atropelado e até pensava que era um comboio. Só me apercebi do que se passou quando me contaram hoje."

Um "comboio" que sairia dos trilhos, pois, o treinador "- ... não estava a jogar. Tinha estado a falar com eles para pressionarem mais e eles levaram aquilo à letra."

Ainda assim, o técnico absolvia Moreno quanto ao dolo da sua acção, pois "O miúdo não me viu. Ele saiu de uma jogada, desequilibrou-se e como a relva estava molhada não conseguiu parar e abalroou-me. Só me dei conta quando ele veio contra mim.", o que o ilibava, segundo o técnico, de qualquer castigo e com bom humor referia que "mais vale um treinador coxo que cego.", garantindo que iria continuar a orientar a equipa durante o período em que tivesse a perna engessada, salvo se "a Liga tiver alguma regra que impeça que pessoas com gesso se sentem no banco."

Não teria e seria daí que assistira à tenebrosa arbitragem de Lucílio Baptista, no jogo seguinte, disputado em casa do Boavista e que seria causadora da derrota vitoriana.

Muitos anos depois, na antevisão de um derby entre SC Braga e Vitória, no jornal O Jogo de 03 de Setembro de 2022, clubes, em que apesar da rivalidade, Cajuda é admirado e respeito e que tinham no banco, respectivamente, Artur Jorge e Moreno, o treinador sair-se-ia com esta (deliciosa) tirada: "O Artur Jorge era conhecido pelo caceteiro: dava pau até dizer chega, para além das qualidades que tinha. No entanto, foi o Moreno, que não era caceteiro, que me partiu uma perna num treino ao fazer um carrinho. A relva estava molhada, ele deslizou e apanhou-me pelo caminho. Ainda hoje recordo com alegria a expressão do Moreno quando me viu pelo ar e depois com a perna partida. Ficou em pânico, coitado, mas está perdoado, claro".

E, assim, se constroem memórias, ainda que dolorosas, mas sempre com um sorriso nos lábios...

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