O QUE EU ANDEI PARA CHEGAR AQUI - XIX NASSIM ZITOUNI

Quando o médio ofensivo franco-argelino, Nassim Zitouni, chegou ao Vitória a meio da temporada de 2014/15 acendeu-se uma luz de esperança em todos os vitorianos.

Proveniente do Lyon, uma das melhores escolhas de formação do país gaulês, supostamente observado pelo Real Madrid e clubes de topo de Inglaterra e de outros países, o jogador era tido como um verdadeiro golpe de mercado, um talento capaz de acautelar a mais do que hipotética partida do ganês Bernard, então cobiçado por meio mundo.

Um golpe confirmado pelo mês de treinos a título experimental que realizara com a equipa B e que fizeram com que o, então, treinador, Armando Evangelista desse aval à sua contratação e o estreasse, logo após a oficialização do seu vínculo, frente ao Portimonense.

Tratar-se-ia de um período em que as poucos iria cristalizar-se na equipa B, mas sempre com o grande objectivo da equipa principal em mente. Este aconteceria a 29 de Dezembro de 2014, quando, em partida da Taça da Liga, jogaria 7 minutos contra o Sporting, levando mesmo a que o Vitória de imediato procedesse à dilatação do seu vínculo contratual. Parecia estar na forja mais um grande talento burilado por Rui Vitória... e, tanto assim foi, que para além dos 23 desafios disputados no conjunto secundário dos Conquistadores, com um golo apontado no triunfo por duas bolas a zero frente ao Farense, conseguiria jogar por sete vezes na equipa principal. Era o período de adaptação a ser escrupulosamente cumprido para ser lançado no ano seguinte...supostamente!

Todavia nessa temporada de 2015/16, com Armando Evangelista ao leme e depois Sérgio Conceição deixaria de ter as oportunidades que julgava que iria ter. Assim, haveria de actuar por mais uma dúzia de vezes pelo conjunto B vitoriano, com a última das vezes a ocorrer a 10 de Janeiro de 2016, quando actuou por 23 minutos na derrota por duas bolas a zero frente ao Santa Clara.

Surpreendentemente, acabaria cedido ao FC Porto, a título de empréstimo sem opção de compra, que o acabaria por colocar, igualmente, no seu conjunto B. Até ao final da temporada, ainda haveria de jogar menos do que no Vitória. Tendo de regressar ao Vitória no final da época, veria os Conquistadores rescindirem o seu contrato, o que fez com que regressasse ao seus país natal.

Começaria aí um longo périplo por clubes de menor nomeada e de divisões infeirores. Este seria encetado no AS Pierrot Vauban da quinta divisão francesa, seria continuado no Areas de Espanha, passaria pelo FC Dunav da Bulgária, pelo CS Constantinois da Argélia e pelo Tuzla City da Bósnia até regressar ao seu país no final da temporada de 2019/20.

Em França jogaria no Granville, no Biesheim, no Châtelleraut, La Tour St Clair, todos emblemas a militar entre o quinto e o sexto escalão do país, até resolver apostar no futebol suíço pela porta do FC Besa Biel/Bienne, uma equipa amadora do país. Por aí, continuaria no La Tour - Le Pâquier para na época passada, no seu último clube conhecido, ter jogado no FC Farvagny/Ogoz.

Como tantos outros jovens, Zitouni não correspondeu ao que dele se esperava...de grande talento na juventude a um percurso errante no futebol sénior. O que terá falhado?

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