Depois de três temporadas com os Conquistadores na Segunda Divisão, o Vitória, naquele ano de 1958, estava de regresso ao principal escalão do futebol nacional.
Na fotografia estão três dos homens mais importantes dessa subida, que haveria de fazer o Vitória permanecer durante 48 anos na Primeira Divisão Nacional.
Ao meio, o treinador Fernando Vaz, que, depois de ter falhado a promoção na época de 1955/56 e de um ano longe de Guimarães, haveria de regressar para levar a cabo a missão que todos os vitorianos sonhavam.
À sua esquerda, o argentino Mário Civico, autor dos dois golos na segunda mão dos Jogos de Promoção, frente ao Salgueiros, fazendo desencadear a festa na Amorosa e substituindo o goleador Ernesto que terá feito uma das mais extraordinárias temporadas, a nível individual, de um jogador com o Rei ao peito. No total, durante essa temporada, seriam 13 os tentos do argentino que, no final da época, rumaria a Espanha para representar o Deportivo da Corunha.
E ei-lo., à direita do seu treinador. O homem que, apesar de, como dissemos, não ter actuado nesse inesquecível prélio, conseguiu a façanha de, nesse ano, apontar a fantástica soma de 47 golos em 33 partidas disputadas. Ernesto, que era Paraíso de nome, fez os vitorianos chegarem a este, conseguindo, durante o ano, realizar sete hat-tricks - destaque para ter conseguido marcar três golos entre três jornadas consecutivas, entre a 12 e a 14 -, bisar outras tantas. Um feito de uma magnitude tão sublime que os vitorianos, para reconhecerem o seu enorme contributo, ofereceram-lhe um relógio de ouro.
Ficariam na história...
