O QUE EU ANDEI PARA CHEGAR AQUI - II JOTA PEREIRA

Há sonhos de menino que são o que nos dão força. Para prosseguir uma carreira, para agarrar um objetivo.

Foi assim que Jota Pereira encarou os primeiros passos nos Amigos de Urgeses, quase na altura que perdia os primeiros dentes. Daí, o passo para Vizela seria rápido para quase ao mesmo passo chegar à camisola que lhe povoava o imaginário, com que sonhava desde quase o Berço... a do Vitória.

Seria de Rei ao peito que se fez homem, fazendo-o afastar definitivamente o outro sonho que alimentava: o de ser piloto de aviões e voar pelos ares.

Nos Conquistadores percorreria todos os escalões de formação até chegar à equipa B e aí continuar a fazer o que sabia melhor: marcar golos, o que lhe abriu as portas para a estreia no conjunto principal e logo num jogo europeu. Em Felcsut, na Hungria, frente ao Puskas Academia, pôde finalmente clamar que todos os sacrifícios tinham valido pena.

Porém, o futebol será uma montanha russa. Uma terrível lesão contraída num desafio da equipa B contra a Sanjoanense cercear-lhe-ia essa evolução, obrigando-o a parar por muito tempo. Regressaria no ano seguinte, no seu último ano no Vitória, e com a certeza de a oportunidade pela qual tanto lutara houvera passado.

Partiria para um ano na Sanjoanense (ironia, por ter sido o clube contra o qual se lesionara) para demonstrar que as capacidades de goleador, de jogador agressivo e cheio de alma ainda existia. Tanto que aceitou o desafio de viajar para a Ucrânia, para representar o PFC Oleksandriya, onde sonha projectar-se no futebol europeu.

Uma aventura que o levou a um local inusitado...

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