RODRIGO DUARTE - UM TALENTO DE OUTROS TEMPOS

É um dos mais belos projectos da formação vitoriana...

Parecendo ter nascido com a bola entre os pés, com um talento inato, ainda o teve sublimado pela cientificidade da formação actual.

Porém, Rodrigo Duarte tem tudo para ser considerado um jogador à antiga, daqueles que se dizia ser de rua. No modo como pega na bola com um sorriso nos lábios, fintando os adversários. No modo como finta, com um atrevimento e um descaramento acima da média. Até, no modo como remata...

Nele conseguimos acreditar no regresso aos tempos de um futebol romântico, ou como os puristas gostas de dizer, sem nada a ver com o moderno, em que o físico ganha ao talento. Onde a cientificidade ganha ao improviso. Onde o músculo chega primeiro do que o talento.

Porém, também se diga, que a sua posição tende a morrer no futebol moderno. O jogador livre, nas costas do avançado, será uma espécie em vias de extinção, um objecto com que muitos treinadores têm dificuldades em lidar e que, por isso, temem... optando pela segurança, pela constância, pela disciplina táctica.

Contudo, no Vitória, sempre dado a jogadores fantasistas, irreverentes, poderá ter espaço para crescer. Ou, então, adaptar-se a uma modernidade que teima em cercear o talento individual e partir de uma ala para criar desequilíbrios no centro e instabilidade nos últimos redutos adversários.

Porém, ninguém duvide... o futuro, de preferência, de Rei ao peito pertence-lhe! Ainda, para mais, com a porta da equipa principal escancarada, como reconheceu o presidente do clube.

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