Haverá sempre esperança no horizonte..
Gustavo Silva chegou ao Vitória e, rapidamente se impôs. Veloz, com força física e, acima de tudo, com golo nas botas soube-se impor com facilidade, tornando-se numa peça determinante da equipa.
Uma conquista de um homem que teve, desde menino, de comer o pão que o diabo amassou, de trabalhar desde os 11 anos e olhar para o futebol como uma saída para uma vida melhor...
Porém, se nada lhe haviam dado fora dele, nele, também, pouco ou nada dariam. Haveria de "chegar lá" pelo seu esforço, pela sua crença que era possível ter e dar uma vida melhor a quem com ele se preocupava.
Por isso, aceitou abandonar tudo no Brasil e arriscar uma carreira na Europa. No Nacional da Madeira não teve um primeiro ano fácil... seria só no segundo que, com Tiago Margarido, que viu nele um extremo de qualidade, que brilharia, abrindo-lhe as portas para os Conquistadores e para as competições europeias.
Porém, a partir daí, além da confirmação das suas capacidades com golos, teria de conviver com o monstro das lesões... com momentos inesperados quando abraçava o apogeu nas suas exibições, pontuadas com golos importantes. Foi assim naquele momento contra o Sporting que lhe terá minado a época, quando dias antes houvera escrito um dos mais belos capítulos da sua carreira, ao marcar um golo à Fiorentina.
Recuperaria... esperando este ano ver-se livre do monstro das lesões. Porém, tal seria ilusão... frente ao SC Braga, aquele momento em que saiu a contorcer-se com dores parecia indiciar o pior.
Infelizmente, confirmou-se, sendo que o diagnóstico ainda foi pior do que se esperava. Quatro meses de paragem e mais um desafio pela frente... nada que um lutador resistente como ele não supere, mas a certeza que quem já tanto lutou para subir a montanha, merecerá chegar à planície, depois de tantas tempestade será credor da bonança... finalmente!
