Augusto Inácio chegara ao Vitória em condições difíceis.
Com o projecto de Paulo Autuori a ruir pela base e Álvaro Magalhães incapaz de levar o barco a bom porto, Pimenta Machado apostou em grande no, então, treinador campeão nacional, Augusto Inácio.
Tendo como primeira missão salvar o clube da queda na Liga 2, não teria tarefa fácil, mas cumpri-la-ia a preceito. Depois, abraçaria o projecto de reconstruir o plantel sendo que o ano seguinte, poderemos dizer, foi de transição... ainda que a aposta europeia soçobraria, apenas, na parte final do exercício com uma má ponta final.
No ano seguinte, ainda que a jogar longe do D. Afonso Henriques, por causa das obras para o Euro, o Vitória a todos encantaria. Num ousado modelo de três defesas e, praticamente, sem avançado fixo, a equipa de 2002/03, que fez de Felgueiras casa, era um regalo para a vista.
Numa equipa em que todos defendiam e todos atacavam, destacaram-se homens que chegaram a internacionais AA portugueses: Rogério Matias, Pedro Mendes, Nuno Assis e Romeu, num claro sinal de recompensa pelo bom trabalho desenvolvido.
No final da temporada, o quarto posto conquistado saberia a muito pouco. Pela qualidade demonstrada durante muito tempo que indiciou que a equipa poderia ir mais além e, por esse posto, não ser sinónimo de regresso às competições europeias.
Mas quem viu aquela equipa, percebeu o que era o sinónimo de magia!
