A temporada de 1980/81 fora positiva.
Depois da entrada de José Maria Pedroto, que substituiu Fernando Peres, o Vitória foi capaz de encetar uma caminhada feliz, culminando-a num quinto posto... que, fruto das regras, não significou o desejado regresso europeu.
Por isso, a temporada seguinte, com o velho Mestre ao leme, o objectivo passaria por, novamente, tentar chegar a essa meta. Para isso, urgia reforçar a equipa, que, ainda para mais, perdera nomes como o avançado neerlandês Blanker, o brasileiro Mundinho ou uma das referências do meio-campo, Ferreira da Costa.
Atento a esses factos, era com entusiasmo, que o jornal do Vitória de Maio de 1981 anunciava que estava "prevista a apresentação dos jogadores brasileiros no primeiro fim de semana de Junho."
Estes chegavam ao Vitória "por indicação do antigo atleta do nosso clube, Caiçara" e deles dizia-se que "vêm, credenciados como atletas de largos recursos."
Deste modo, Jeovah actuava no Ferroviário de Fortaleza, enquanto "Ivanir e Lúcio faziam parte da equipa campeã de Fortaleza-Ceará orientada pelo Caiçara", esperando a direcção "para satisfazer a curiosidade dos Associados do Vitória, (...) fazer a apresentação dos referidos jogadores no primeiro sábado ou primeiro domingo de Junho."
Porém, durante a temporada tudo seria diferente. Ivanir nunca haveria de jogar nessa temporada de Rei ao peito, tendo feito, apenas, quatro partidas na subsequente. Lúcio, nas duas épocas que esteve em Guimarães, nunca seria um titular fixo, ainda que chegasse a apontar quatro golos, partindo da sua posição de extremo. Quanto a Jeovah só jogaria essa temporada de 1981/82 pelos Conquistadores, tendo realizado 11 partidas e marcado um golo numa partida da Taça de Portugal frente ao Seixal.
Apesar do entusiasmo, nenhum deles seria, como tantas vezes tem sucedido, capaz de confirmar as boas indicações e atributos que traziam consigo...
