É a prova que nem sempre as maiores esperanças tornam-se em certezas…
Xande Silva chegou ao Vitória, proveniente da formação do Sporting, como um talento único, capaz de atingir os mais altos patamares do futebol nacional. Um talento único, cuja contratação foi celebrada pela capacidade que se lhe antevia. Assim, apesar de naquela temporada de 2014/15 ter, apenas, 17 anos, qualquer vitoriano terá olhado para a sua passagem pelo escalão sub-19 e até a equipa B como um mero estágio até ganhar lugar na equipa A.
Assim seria… a estrear-se na derradeira etapa desse campeonato pela equipa principal, na penúltima jornada desse exercício frente ao Benfica.
Deste modo, esperava-se que no ano seguinte explodisse definitivamente de Rei ao peito. Não beneficiaria, contudo, de um ano de ebulição, em que a instabilidade vivida com Armando Evangelista e Sérgio Conceição no banco não o beneficiaram… ainda que fosse aposta recorrente do segundo, tendo no desafio contra o Rio Ave marcado o único golo na equipa principal dos Conquistadores.
Depois a sua estrela ir-se-ia diluindo. Com Pedro Martins no banco e com a ascensão de Raphinha iria perdendo tempo e espaço na equipa principal. Cada vez a jogar menos, nem na equipa B seria capaz de expressar o talento que se lhe antevia.
Acabaria cedido na época de 2018/19 aos ingleses do West Ham, numa transferência em que, apesar dos valores não terem sido revelados, estima-se que tenha rondado o 1,5 milhões de euros.
A verdade é que como tantos outros atletas foi incapaz de confirmar o seu potencial… algo que o persegue numa carreira que o já o levou, para além de Inglaterra, a França, aos Estados Unidos e, agora, a Israel… nem sempre as melhores expectativas tornam-se em realidade.