COMO LICÁ APRESENTOU-SE COMO UMA DAS GRANDES ESPERANÇAS VITORIANAS, MAS FICANDO ALÉM DAS EXPECTATIVAS…

Aquele ano de 2015/16 era de reformulação vitoriana. Desde logo pela partida de Rui Vitória, que fora o treinador durante três temporadas e meia, tendo vencido uma Taça de Portugal e projectado inúmeros jovens atletas, mas também pela (ousada e infeliz) aposta no técnico Armando Evangelista, que treinara e equipa B.

Além disso, urgia reformular a equipa que perderá André André e Bernard, para além de, durante o exercício anterior, ter ficado depauperada de Traoré e de Hernâni. Por isso, entre vários nomes que chegaram ao Vitória, destacou-se o de Licá, extremo direito cedido a título de empréstimo pelo FC Porto, já internacional português e que houvera actuado no exercício antecedente nos espanhóis do Rayo Vallecano.

A Guimarães, o Lord, como era conhecido nas redes sociais, chegava cheio de esperança, ao ponto de dizer que “Não sei quantos golos vou marcar, mas quero festejar muitas vezes. Aqui, tenho todas as condições para jogar e sentir-me realizado enquanto atleta. Senti confiança por parte dos responsáveis vitorianos e espero corresponder com golos e com boas exibições"

Era o augurado substituto de Hernâni, o homem destinado a criar desequilíbrios, a marcar golos e realizar assistências decisivas, espetando que brilhasse a grande altura até nas competições europeias onde os Conquistadores iriam defrontar o Altach nas oré-eliminatórias da Liga Europa. A confirmá-lo as suas palavras, que passavam por admitir que “é bastante motivador, pois as competições europeias são uma montra para qualquer jogador".

Apesar das palavras, o seu início como Conquistador seria pouco auspicioso. Nos seus dois primeiros desafios estaria ligado à queda com estrondo e de modo inopinado na sobredita eliminatória europeia, dando a entender o quão difícil seria a temporada… até a nível interno.

Assim seria… Licá, apesar disso, seria quase indiscutível, vivendo um período de maior exaltação, já com Sérgio Conceição a orientá-lo, quando apontou três tentos em quatro golos, com destaque para o que marcou em Braga e que ajudou a um empate a três, num dos mais espectaculares derbys dos últimos anos.

Partiria no final da temporada com seis golos apontados em trinta e três partidas… ainda que o presidente Júlio Mendes confessasse que “o Licá deixou aqui alguns apertos no coração, mas muito provavelmente seguirá para outras paragens, estamos a fazer outras construções.”

Assim, já com Pedro Martins ao leme, um novo Vitória veria a luz do dia, mas sem o seu “ Lord” na equipa…

Postagem Anterior Próxima Postagem