Já aqui escrevemos sobre a breve mas frenética incursão do Vitória no ciclismo nacional no ano de 1985.
Sob a mão do director António Domingos, o maior impulsionador da modalidade por esses dias no clube, os Conquistadores percorreram as estradas nacionais, mas também espanholas, em busca de êxitos e honrarias individuais e colectivas.
Porém, o maior pico de glória dos "vitorianos de duas rodas" haveria de ocorrer na Volta a Portugal desse ano. Numa edição que consagrou Marco Chagas pela terceira vez, o que haveria de tornar-se inesquecível para os apaixonados do clube do Rei ocorreu no dia 15 de Agosto, um dia que fora dividido em duas etapas.
Assim, na parte de manhã os ciclistas deveriam rumar de Mondim de Basto, onde no dia anterior tinham chegado à mítica Senhora da Graça e onde Chagas demonstrara ao, então, líder Venceslau Fernandes que estava na luta pela corrida, a Viana do Castelo num percurso de 123 quilómetros.
Haveria de ficar na nossa história... Com o jovem Manuel Abreu, um ciclista vimaranense de Gondar e que corria de Rei ao peito, a chegar no primeiro lugar à Princesa do Alto Minho, no momento mais alto da modalidade no clube e, provavelmente, num dos mais belos da história das modalidades vitorianas.
Logo de seguida, a modalidade seria extinta no Vitória, numa história com contornos estranhos entre o presidente Pimenta Machado e o director da modalidade. Manuel, esse, haveria de continuar a carreira com resultados acima da média até 1996, altura em que faleceu em Ronfe, enquanto treinava... mas, para a história ficará o seu feito, provavelmente o maior na modalidade vitoriana, sendo que será bom recordar a quarta posição conquistada por Manuel Zeferino, também de Rei ao peito, nessa competição.
