Aquela temporada de 1997/98 prometera mais do que, finalmente, se alcançara. Não que a prossecução de uma qualificação europeia seja de desenhar, mas a verdade é que nessa temporada, que começou com Jaime Pacheco para findar com Quinito, por muito tempo, em Guimarães, sonhou-se com a Liga milionária.
Esta não haveria de chegar fruto da perda de gás da equipa na segunda fase do campeonato, mas a Europa, essa, seria carimbada graças a um triunfo por três bolas a duas em Campo Maior, frente ao conjunto da casa. Seguia-se a partida contra o homónimo sadino que seria decisiva para a conquista da terceira posição do campeonato e que significaria igualar as melhores posições da história vitoriana, conseguidas em 1968/69 e 1986/87.
Assim, nesse dia 17 de Maio de 1998, à equipa constituída por Pedro Espinha; José Carlos, Alexandre, Márcio Theodoro, Kasongo; Marco Freitas, Paiva, Filipe; Vítor Paneira, Gilmar e Milovanovic só interessava vencer para garantirem essa bela posição. Por isso, como escreveu o jornal O Povo de Guimarães de 22 de Maio de 1998, "fizeram um belíssimo jogo e quando os sadinos abriram o activo na primeira vez que chegaram à baliza contrária, já o Vitória tinha perdido um sem número de oportunidades." Contudo, a verdade é que o Vitória ia para o intervalo a perder... e, acima de tudo, com o terceiro lugar em risco.
Porém, na segunda metade, tudo mudaria para melhor. Num "autêntico massacre", Alexandre quase logo no reinício empataria a contenda, para já com o brasileiro Geraldo, que se estreava de Rei ao peito, em campo, Paiva fazer da reviravolta no marcador uma realidade.
Assim, "o Vitória conquistou por direito próprio o terceiro lugar do campeonato." Por isso, "no final do jogo (...) os associados não arredaram pé das bancadas do Estádio D. Afonso Henriques à espera dos seus heróis. Uma festa bonita da família vitoriana com alguma emoção pelo meio."
Porém, no meio da alegria, existia uma pessoa amargurada. Quinito, o treinador obreiro da campanha, não se juntou à festa para dizer que "Não atingi o objectivo que assumi: o segundo lugar." Por isso, infeliz com algumas críticas, resolvera partir. Haveria de voltar mais cedo do que julgava, a meio da temporada seguinte...
Não obstante esse sentimento, o momento, na sua generalidade, era de festa...e mereceria ser imortalizado neste cartoon de Salgado Almeida, no Povo de Guimarães!