A PENHA, UMA REALIDADE DIFERENTE DA QUE CONHECEMOS HOJE... E QUE NOS ENSINA O VALOR DA PALAVRA CASA

O que sente um vimaranense quando, depois de uma longa viagem, vê o santuário da Penha no horizonte, no topo?

Uma sensação que nos enche de alegria e que nos faz dar valor à palavra casa, e da proximidade à nossa terra.

Porém, aquele Santuário no topo nem sempre existiu, como comprovará a fotografia absolutamente inebriante do monte da Penha no início do século XX, também conhecido por Monte de Santa Catarina, que aqui apresentamos.,

Desde logo,, importará referir que o nome de Penha vem da quantidade de penedos existentes na referia montanha, tal como esta imagem demonstrará, aliás.

Contudo, a ideia de Santa Catarina terá outro significado, bem mais profundo. Na verdade, tratava-se de uma pastora muito pobre que morava na Penha. Na altura das invasões bárbara, as luzes que se anteviam ao longe anunciavam a chegada dos atacantes, a jovem pastora resolveu correr para uma ermida, cuja porta miraculosamente se abriu. Lá dentro tinha cera de oferendas que Catarina partiu, transformando-a em milhares de velas que colocou nas suas ovelhas, sendo a ilusão que a montanha estava protegida por milhares de soldados. Enquanto isso, a jovem rezava.

Iludidos pelas luzes, por pensarem que ali se encontravam milhares de soldados, os atacantes abandonaram os propósitos de atacarem a cidade vimaranense. Catarina protegeu a cidade e ganhou a santidade por este feito, dando o nome aquele monte.

Quanto à santidade do local, começou a merecer atenção no ano de 1702, em que o ermitão Guilherme Marino (daí, as várias alusões a este, como o próprio restaurante) mandou esculpir uma imagem de Nossa Senhora na Pedra que ficou baptizada como Nossa Senhora da Penha.

Porém, o santuário, esse, começou a ser projectado nos anos 80 do século XIX, como a fotografia demonstra, quando foi construída uma capela e uma torre nos penedos que protegiam a ermida, sendo que o santuário, como o conhecemos, começou a ser construído em 1931, quando o local já houvera sido declarado estância turística, o que aconteceu em 1923.

Refira-se que em 1939, o monumento religioso sofreu um enorme incêndio que fez com que a imagem de Nossa Senhora e a talha que formava e guarnecia o Altar-mor se perdesse. Porém, seria inaugurado em 1947.

Aliás, a sua imagem no topo é de um conforto retemperado em qualquer vimaranense. Quando alguém vem de uma longa viagem, olhar no horizonte e ver aquela construção, faz-nos sentir que o nosso destino e a nossa casa estão próximos...

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